Humanos demonstram nervosismo para gerar empatia nos outros, diz estudo

Humanos demonstram nervosismo para gerar empatia nos outros, diz estudo

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 16 de Maio de 2022 às 18h15
twenty20photos/envato

O nervosismo pode despertar a empatia das pessoas, por isso o ser humano tende a demonstrá-lo, mesmo que de forma inconsciente. Quem descobriu isso foi um grupo de cientistas das universidades de Nottingham Trent e Portsmouth, no Reino Unido — o artigo foi publicado na última sexta (13), na Evolution and Human Behavior.

Estudos anteriores já apontaram que o nervosismo deixa rastros: as pessoas roem as unhas, mexem o corpo, tocam no cabelo ou no rosto, e o trabalho atual aponta que as pessoas tendem a reagir de forma mais positiva quando alguém mostra algum desses sinais.

Para chegar a essa descoberta, os cientistas determinaram que alguns indivíduos apresentassem um determinado projeto, e solicitaram que outras pessoas avaliassem os vídeos dessas apresentações. Os avaliadores deveriam apontar, ainda, o nível de nervosismo percebido.

É aqui que as coisas começam a ficar intrigantes para os cientistas: os participantes apontados como os mais nervosos ​​durante a tarefa também foram mencionados como os mais 'simpáticos' pelos avaliadores.

O processo evolutivo levou o ser humano a demonstrar o nervosismo para gerar empatia nos outros (Imagem: wayhomestudioo/envato)

“Se esses comportamentos levam a interações sociais positivas, é provável que sejam selecionados no processo evolutivo. Somos uma espécie altamente cooperativa em comparação com muitos outros animais, e pode ser por isso que comportamentos que comunicam fraqueza foram capazes de evoluir”, sugerem os pesquisadores.

A teoria dos cientistas é que um sinal honesto de fraqueza é automaticamente associado a uma intenção benigna, ou uma vontade de se envolver em uma interação cooperativa em vez de competitiva, por isso gera esse tipo de reação nas outras pessoas. Os próximos passos das equipes envolvem descobrir se crianças também têm essa reação a demonstrações de vulnerabilidade.

Fonte: Evolution and Human Behavior via Nottingham Trent University

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