Estudo mostra que adolescentes preferem enviar mensagens a conversar cara a cara

Por Carlos Dias Ferreira | 10 de Setembro de 2018 às 17h25

Há uma geração de ciborgues comunicacionais em ascensão? Com algum exagero cômico, talvez seja por aí mesmo. De acordo com uma pesquisa conduzida pela organização sem fins lucrativos Common Sense, a maioria dos adolescentes de hoje prefere interagir com outras pessoas via mensagens de texto em vez do bom e velho teti-a-teti.

Intitulado Social Media, Social Life: Teens Reveal Their Experiences, o estudo entrevistou adolescentes entre 13 e 17 anos e descobriu que apenas 32% deles preferem conversar pessoalmente. Em 2012, essa proporção era de 49%. Além disso, 35% dos entrevistados disseram já ter sofrido assédio virtual (cyberbullying); em 2012, apenas 5% admitiram o assédio.

“Deixe-me usar o celular, mas não faça o mesmo!”

No que parece ser um dado contraditório, embora 54% dos adolescentes tenham reconhecido que não conseguem largar o celular (ou aparelho afim) durante uma reunião social, 44% deles disseram que se sentem incomodados quando outras pessoas fazem o mesmo. A pesquisadora Vicky Rideout, uma das responsáveis pelo texto, tem uma aposta para a questão:

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“Eu me pergunto se nós estamos no início um loop baseado em feedback negativo segundo o qual não conseguimos mais ficar sem nossos aparelhos quando estamos com outras pessoas, e ficamos contrariados com os outros quando estão conosco e se distraem com seus próprios aparelhos – de maneira que, dali em diante, não queiramos mais nos encontrar pessoalmente, já que é mais fácil simplesmente interagir por meio dos nossos dispositivos.”

De volta a uma época sem “mídias sociais”

O estudo também levantou que 33% dos adolescentes gostariam que seus pais passassem menos tempo ao celular; em 2012, eram 21%. Ademais, mais de dois terços dos entrevistados disseram acreditar que as mídias sociais trazem malefícios para pessoas dessa idade. De fato, 40% deles disseram que “às vezes gostariam de voltar no tempo, quando não existia essa coisa chamada de ‘mídia social’”.

Fonte: Common Sense Media

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