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Estudante japonês cria sutiã que só abre com digital do parceiro

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Yūki Aizawa/ZAWAWORKS
Yūki Aizawa/ZAWAWORKS

O estudante e inventor japonês Yūki Aizawa, que usa a alcunha Zawa Works nas redes sociais, criou a prova de conceito de um sutiã com biometria que só abre com a impressão digital e uma pessoa — no caso, o parceiro. Viralizando, a tecnologia gerou discussões sobre ética, autonomia feminina e controle social, apesar das falas do criador.

Aizawa ressaltou que o produto não foi criado para venda comercial e só possui cunho humorístico e provocativo, buscando levar os internautas à reflexão. Mesmo assim, não é impossível que a ideia acabe nas mãos de empresas que desejem realmente distribuir um sutiã do tipo.

A tecnologia foi longe demais?

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No conceito de Aizawa, um sensor de impressão digital no fecho do sutiã, nas costas, teria uma trava que só é liberada quando a digital do parceiro ou parceira da mulher é reconhecida. Como não é uma invenção “a sério”, o inventor não fez testes ou aperfeiçoou a ideia para uso diário, vale lembrar.

O japonês, com a repercussão, esclareceu o caso chamando o sutiã de “invenção fantasiosa”: ele já tem experiência em criar conceitos bem-humorados, provocativos e principalmente obscenos em suas redes. O comportamento humano e as relações entre as pessoas são o foco do estudante.

Mesmo sem intenção comercial, a ideia gerou discussões sobre o limite da tecnologia. Muitas mulheres, em especial, questionaram a inexistência de uma “versão masculina” só desbloqueável pela parceira, por exemplo. As discussões, em geral, circularam em torno de vigilância e posse nos relacionamentos humanos, algo especialmente importante na era digital onde a privacidade está em constante debate.

Sensores biométricos são usados em inúmeras tecnologias, de portas e celulares a outros equipamentos domésticos e empresariais. Não vai demorar para que roupas comecem a trazer sensores e funções ligados à identificação do usuário, mas a resposta à invenção, mesmo que conceitual, de Aizawa podem servir como indicativo de onde a tecnologia não deve se meter.

Fonte: ZAWA WORKS