49% da geração Z no Brasil diz que o smartphone é seu melhor amigo

Por Natalie Rosa | 20 de Março de 2018 às 13h36
Motorola

Uma pesquisa realizada pela iniciativa Phone Life Balance, da Motorola, revelou que 49% dos usuários da geração Z brasileira acreditam que smartphones são seus melhores amigos.

Em parceria da Ipsos com a Dra. Nancy Etcoff, especialista em comportamento mente-cérebro e em ciência da felicidade pela Universidade de Harvard, também psicóloga do Departamento de Psiquiatria do Hospital Geral de Massachusetts, o estudo fez a análise de comportamentos e hábitos relacionados ao uso dos smartphones em diferentes gerações. Com isso, foi possível entender o impacto dos dispositivos nas relações entre usuários, em ambientes físicos e sociais.

Quatro países participaram da pesquisa: Brasil, Estados Unidos, França e Índia. No total, 33% dos participantes dizem priorizar o uso do smartphone em vez de preferir passar tempo com amigos e família. Já no Brasil, esse número chega a 36%, perdendo apenas para a Índia, com 47%. Na sequência estão os Estados Unidos com 30% e França com 18%.

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Para 61% dos entrevistados, o desejo é de aproveitar o smartphone ao máximo quando está sendo usado, mas também aproveitar o melhor da vida quando não estão com eles nas mãos. No entanto, 60% dos participantes dizem que é importante ter uma vida separada do aparelho. No Brasil, as porcentagens são 61% e 48%, respectivamente.

Equilíbrio de comportamentos

Para Nancy, muitas das respostas são consideradas comportamentos problemáticos e que só podem ser superados com ajuda. "Cutucadas comportamentais, controle ambiental e consciência são fatores que ajudarão, junto com os esforços daqueles que trabalham na indústria de smartphones. O extenso padrão social descoberto na pesquisa em múltiplos países destaca a necessidade de compreensão e de ações coletivas", conta.

A psicóloga ainda descreve os três principais comportamentos causados pelos smartphones nas relações interpessoais:

Verificação compulsiva - 49% dos entrevistados dizem concordar que conferem o celular mais vezes do que gostariam e 44% afirmam que se sentem "obrigados" a verificar o celular constantemente. No Brasil, as porcentagens são de 48% e 42%, respectivamente;

Muito tempo gasto no celular - 35% dos entrevistados concordam que passam muito tempo utilizando smartphones e 34% dizem acreditar que estariam mais felizes se passassem menos tempo utilizando os aparelhos. As porcentagens no Brasil são 33% e 30%, respectivamente. Entre a geração Z, a porcentagem também é de 44%;

Superdependência emocional - 65% dos participantes da pesquisa dizem entrar em pânico quando pensam ter perdido o celular e 29% afirmam que quando não estam usando o aparelho, ficam pensando no momento em que isso vai acontecer. No Brasil, os resultados são 56% e 31%. 

Para quem ficou preocupado com o resultado da pesquisa ou se identificou, a Motorola disponibilizou um teste online, apenas em inglês, para a avaliação da dependência.

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