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O Antivírus NÃO morreu!

Por| 17 de Maio de 2014 às 08h45

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O Antivírus NÃO morreu!
O Antivírus NÃO morreu!

Recentemente, voltamos a ouvir declarações de que o antivírus morreu. Contraditoriamente, o cibercrime está cada vez mais sofisticado e as ameaças digitais não param de crescer em variedade e complexidade, indicando claramente uma maior necessidade de ferramentas de proteção para os usuários.

Uma afirmação mais correta seria: o antivírus de dez anos atrás morreu. A começar pelo nome porque o que hoje chamamos de antivírus protege não só contra vírus, mas também de todas outras formas de ataque como cavalos de troia, phishing, worms e muito mais. O nome mais correto, hoje, seria anti-malware. No próximo artigo vou falar desses diferentes tipos de ameaças.

Os antivírus de dez anos atrás se baseavam quase que exclusivamente no uso de assinaturas de vírus conhecidos para identificar as ameaças. Há muitos anos isso não é mais suficiente. Apesar de continuar sendo usado por ser muito eficiente para identificar malwares conhecidos, a detecção por assinatura tem a limitação de ser útil apenas para ameaças conhecidas e suas variantes. No entanto, existe uma janela de tempo entre o surgimento da ameaça e o antivírus de um usuário estar atualizado com a assinatura. Por mais que os fabricantes estejam diminuindo essa janela com laboratórios trabalhando 24 horas em vários fusos horários diferentes e com várias atualizações de assinatura por dia, isso claramente não é o bastante para prover uma segurança adequada.

Assim, o AVG e todos os bons antivírus usam diversas camadas de proteção além da detecção por assinatura. Podemos citar análises heurísticas, análise comportamental, detecção na nuvem e inspeção nos níveis de rede e aplicação que são usadas no AVG e em outros antivirus do mercado.

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Os antivírus são 100% seguros? Não. Existe uma possibilidade pequena, mas não nula, de uma ameaça passar por todas essas camadas de proteção. No entanto, aliando um bom antivírus com boas práticas de segurança você pode navegar com bastante tranquilidade. Quer saber quais são as práticas de segurança que aliadas à um bom antivírus vão te dar mais segurança? Ai vão:

  • Aplicar as atualizações de segurança dos softwares utilizados: aceite todas as atualizações do sistema operacional, navegadores e aplicativos.
  • Usar senhas difíceis de serem descobertas: As senhas não podem ser muito curtas, nem nomes e palavras de dicionário, sequências numéricas ou de teclados, nem datas de nascimento de parentes próximos. Procure mesclar letras, números e caracteres especiais.
  • Usar senhas diferentes para serviços diferentes: Fica mais difícil de lembrar, mas se algum serviço for atacado e a sua senha comprometida, os outros serviços não são afetados. Eu particularmente uso o AVG Vault que guarda as minhas senhas criptografadas no meu celular Android. Assim, não esqueço as senhas que não uso com tanta frequência.
  • Desconfiar de links enviados por e-mail, mídias sociais e mensagens: Desconfie de e-mails com cobranças, links de vídeos e solicitações de empresas que você nunca contatou ou de pessoas que não conhece: pode ser um phishing.

Também não custa estar preparado para o caso do pior acontecer. Então, um bom backup e um plano de contingência em caso de perda temporária de equipamentos são boas medidas para você ficar mais tranquilo.