Serviço de streaming da Disney terá todo o catálogo de filmes da empresa

Por Felipe Demartini | 08 de Março de 2019 às 09h33

O lançamento do serviço de streaming de mídia da Disney deve representar não só a chegada de um dos maiores players do entretenimento ao mercado digital, mas também deve acabar com a velha “geladeira” da empresa. De acordo com o CEO Bob Iger, todo o catálogo de filmes da empresa estará disponível na plataforma em algum momento após o lançamento, marcado para acontecer neste fim de ano.

O serviço, chamado Disney+, também agregará seriados, animações e outros produtos da companhia, mas seu principal foco, nessa etapa inicial, deve ser os longas-metragens. Tanto títulos do catálogo da companhia, que começou a lançar filmes nos anos 1920, até produções originais ou licenciadas estarão presentes na plataforma, que será atualizada constantemente com novas atrações para manter os usuários ligados.

É o fim de uma prática que, aqui, chamamos de “geladeira” e lá fora é conhecida oficialmente como “baú”. A Disney sempre foi conservadora em seus lançamentos no mercado doméstico, transformando a chegada de seus filmes em DVD e Blu-ray em um grande evento de marketing. Eles também são lançados em uma única edição e, quando as tiragens acabam nas lojas, a produção volta ao chamado “vault”, onde permanece adormecida até ser acordada de novo para mais um relançamento.

De acordo com o próprio Iger, a disponibilização em um serviço de streaming encerra essa dinâmica no mercado digital. Ele deu a entender, em uma fala para investidores, que as produções clássicas da Disney estarão presentes permanentemente na plataforma, sem data para expirarem ou saírem do ar. Uma “geladeira” digital, por assim dizer, não deve existir.

Propriedades que fazem parte do guarda-chuva da Disney também estarão presentes no serviço, como é o caso dos filmes da Marvel ou de Star Wars. A estreia desta semana nos cinemas, Capitã Marvel, por exemplo, terá seu lançamento em streaming exclusivo no serviço da empresa assim que chegar ao mercado doméstico. O mesmo vale para The Mandalorian, série original do universo da guerra nas estrelas dirigida por Jon Favreau, de Homem de Ferro e Chef.

A ideia, concluiu Iger, é que o Disney+ seja uma combinação do velho com o novo, trazendo aquilo que tornou a empresa uma potência do mundo do entretenimento e encantou gerações junto com a vanguarda do entretenimento e a força das maiores franquias do mercado atual. As produções originais também terão marca própria e, como na concorrência, serão exclusivas.

O Disney+ ainda não tem uma data exata para estrear, mas especulações apontam para um lançamento a tempo da temporada de Natal. Também não existem informações quanto aos primeiros territórios a serem atendidos e se o Brasil faz parte dessa lista.

Fonte: Polygon

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