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Crítica A Maldição do Quarto 203 | Longa de terror funcionaria melhor como drama

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Reprodução/ Ammo
Reprodução/ Ammo

Lançado em dezembro de 2022, o longa A Maldição do Quarto 203 era uma das apostas do mês para os fãs de terror, mas, ao contrário do que era esperado, o filme decepciona e funciona mais como um drama (ruim) do que como um horror.

Dirigido por Ben Jagger (Dark Peak), a trama conta a história de Kim e Izzy, duas amigas de longa data que se mudam para o apartamento 203, que está localizado em um prédio antigo e mal acabado. Lá, a dupla sonha com um futuro promissor e com as noites de farra que terão.

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Acontece que além de ser escuro e de ter uma aparência suja, o local abriga um vitral medieval um tanto quanto assustador e um buraco podre na parede que nunca se fecha, independentemente das inúmeras tentativas das garotas em tampá-lo.

É a partir dessa trama que o filme apresenta Kim (Francesca Xuereb) como uma estudante de jornalismo avessa às redes sociais e Izzy (Viktoria Vinyarska) como uma aspirante a atriz bêbada e depressiva pela morte da mãe.

Com um roteiro fraco, o longa volta sua atenção mais para os problemas emocionais das garotas do que propriamente para a assombração que ronda o quarto e se esconde no buraco. Isso não seria necessariamente um problema se o gênero fosse drama e não terror.

A pior parte é que o filme realmente decepciona as expectativas do público, pois as cenas de aberturas são boas e promissoras, e mostram que o espírito vingativo (que ainda não sabemos quem é e nem porque deseja se vingar) entregará bons momentos de possessão e morte, o que claramente não acontece a seguir.

Vale falar também que o enredo parece não ter muito nexo, entregando algumas cenas soltas e que pouco agregam à história. É o caso do romance morno (e chato) que acontece entre Kim e Ian (Eric Wiergand), seu veterano do curso de jornalismo. Poderia até funcionar se tivesse uma razão de ser, mas parece estar ali apenas para preencher tempo de tela.

E o que falar do romance de Izzy com a garota do bar? Ele mal começa e já termina — na verdade, desaparece da trama como se nunca tivesse existido.

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A maldição

Outra falha grave de A Maldição do Quarto 203 é não explorar a história, vejam só, da maldição do quarto 203 — afinal esse é o título do filme. Na trama, vemos que o buraco esconde algo podre, e quando Izzy ousa colocar a mão dentro dele, retira de lá um colar.

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Como já era de se esperar, a garota coloca o colar no pescoço e, a partir de então, começa a ser possuída e apresentar comportamentos estranhos. Tudo isso já era previsível e não prende a atenção do espectador, que continua assistindo apenas para saber qual é a grande história por trás da tal maldição.

E é aí que o filme tropeça mais uma vez e entrega um desfecho um tanto quanto confuso e desinteressante que gira em torno de Kim correndo para tentar salvar Izzy da assombração enquanto é perseguida pelo senhorio, um homem esquisito que também parece não se encaixar bem na história.

Vale falar que essa perseguição acontece no porão do prédio e não no quarto. O filme foca tanto em outros ambientes que o apartamento 203 acaba sendo deixado de lado.

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Os acertos de A Maldição do Quarto 203

Não dá para negar que A Maldição do Quarto 203 também tem alguns acertos, e um deles é o fato da trama ser acelerada e ter o ritmo ideal para a história. Assim, apesar de morna, ela não dá muito espaço para o tédio.

O elenco também não decepciona, e as atrizes Francesca e Viktoria, que dão vida às protagonistas, se esforçam para deixar o texto mais verossímil.

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Vale a pena assistir à Maldição do Quarto 203?

O diretor Ben Jagger até se esforça, mas entrega um filme morno e muito “mais do mesmo”. A Maldição do Quarto 203 não é horrível, mas peca principalmente em não desenvolver a história principal.

Sendo assim, não vale o tempo gasto, mas caso você queira dar uma chance, pode garantir sua entrada na Ingresso.com e assisti-lo no cinema.