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5 dos melhores filmes que levaram o Rock para o cinema

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Sony Pictures Entertainment
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Listar os melhores filmes que envolvem Rock da história do cinema parece algo bem pretensioso. A ideia das minhas listas de cinema geralmente é indicar. Sendo assim, alguns medalhões ou aquelas produções que supostamente a maioria já assistiu ficam de fora. O melhor negócio, ao meu ver, é espalhar aqueles menos conhecidos, curiosos... Por outro lado, de vez em quando é impossível fugir e deixar de fora algum filme porque, afinal, os melhores (de maneira qualitativamente subjetiva), se já foram assistidos, merecem sempre ser revisitados.

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Assim, nos embalos do filme Yesterday (de Danny Boyle), esta lista de somente cinco filmes que levaram o Rock para as telas do cinema tem, pelo menos, uma obra que a maioria dos amantes do gênero musical já assistiu. Talvez tenham assistido a todos... mas, como dito, vale reassistir e, claro, como sempre, citar outros nos comentários. Vamos fazendo aquela corrente de indicações. Todos saímos ganhando porque, afinal de contas, nenhuma lista é unânime. E eu não tenho a mínima pretensão de fazer com que a minha seja.

Antes, só para historiar um pouco: O marco zero do Rock, de acordo historiadores, aconteceu em julho de 1954, quando um sujeito lá em Memphis, nos Estados Unidos, entrou no Sun Studios e gravou That’s Allright Mamma. Era o caminhoneiro Elvis Presley, que seria considerado o Rei do Rock.

Mas Elvis não inventou o Rock. Ele foi um mensageiro do gênero que, antes, já contava com Chuck Berry, Bill Halley (citando os mais conhecidos). Mas a verdade é que o caminhoneiro de Memphis era considerado bonito e carismático – além de ser, claro, talentoso. Há algo mais forte na trajetória de Elvis: ele era branco, o que o fazia ser muito mais penetrante em um país completamente e horrorosamente dividido por questões raciais na década de 1950.

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Bem... vou para um pouco de historiar e ir direto pra nossa curta lista (em ordem aleatória desta vez) – lembrando que, a pedidos do leitor Rubens (que infelizmente não tenho o sobrenome), os títulos originais dos filmes passaram a fazer parte das minhas listas (entre parênteses, ao lado do nacional) quando forem diferentes dos adotados por aqui:

Os Reis do Ié-Ié-Ié (A Hard Day's Night)

Se o gancho é Yesterday, eis o primeiro filme com participação dos Beatles. O falso documentário dirigido por Richard Lester (que viria a comandar Superman II: A Aventura Continua e Superman III – 1980 e 1983 respectivamente) mostra um dia da rotina da banda que modificaria a História da música. Aqui, o quarteto de Liverpool, já consagrado, é mostrado com muito humor (tipicamente inglês, claro) e em preto e branco. Os Reis do Ié-Ié-Ié concorreu a dois Oscars, um BAFTA e um Grammy. É uma ótima pedida.

Mudando o Destino (Málmhaus)

Talvez Mudando o Destino seja o menos conhecido da lista e, provavelmente, seja o mais dramático. Isso porque é um filme islandês que acompanha a jovem Hera (Thora Bjorg Helga) em uma fase depressiva após a morte do irmão mais velho. Sentindo-se culpada, ela acaba encontrando suporte no Black Metal e deixando-se levar pelo sonho de se tornar uma estrela do Rock. Mas não é só: O que o cinema islandês tem de sóbrio tem também de emotivo. Cada plano é muito bem pensado pelo diretor Ragnar Bragason (do ótimo Foreldrar, 2010), fazendo com que o espectador possa criar ligações até pessoais com a protagonista. De quebra, a trilha sonora é contornada por canções de bandas como Megadeth, Judas Priest e Savatage e Hera é simbolicamente nascida em 1970, ano em que o Black Sabbath apareceu como uma das bandas pioneiras do Heavy Metal (com o lançamento do álbum Paranoid).

O Rock do Dia das Bruxas (Trick or Treat)

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Por falar em Black Sabbath, outra pedida é um clássico trash da década de 1980. O Rock do Dia das Bruxas pode não ser um filme bonito, comportado, certinho... para alguns pode até ser considerado ruim. A verdade é que esse controverso trabalho dirigido por Charles Martin Smith (de Winter, o Golfinho e Winter, o Golfinho 2 – isso mesmo) traz uma história de bullying em que um protagonista devastado alcança a superação e a autoconfiança necessárias para ele mesmo ser rock’n’roll. Muito Rock, muita trasheira, ritual satânico... vale a pena para um compromisso descontraído, bizarro e, ao mesmo tempo, com conteúdo.

A Rosa (The Rose)

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Livremente inspirado na vida da icônica e imortal Janis Joplin, A Rosa é protagonizado por ninguém menos que Bette Midler e conta com canções totalmente originais cantadas pela própria atriz. O roteiro traz a história de vida trágica de uma estrela do Rock autodestrutiva que luta para lidar contra a pressão de sua carreira e as demandas de um implacável empresário. O filme concorreu a quatro Oscars, Midler e seu parceiro de cena (Frederic Forrest) concorreram a estatuetas. Um bom filme que merece ser visto.

Quase Famosos (Almost Famous)

Esse talvez tenha sido assistido por muitos, mas não tem como eu não o indicar aqui na lista principal de cinco. Quase Famosos é, em minha opinião, uma das homenagens ao Rock mais bonitas já realizadas. O roteirista e diretor Cameron Crowe (de Compramos um Zoológico, 2011), munido pelo seu mundo particular, percorre um aspirante a jornalista (Russell Hammond, interpretado por Billy Crudup) que consegue trabalho na badalada revista Rolling Stone. Assim, Hammond passa a acompanhar a banda fictícia Stillwater em sua primeira turnê pelo país. As canções contam com a colaboração de bandas e artistas lendários. De Led Zeppelin a Elton John; de The Who a David Bowie; de Yes a Simon & Garfunkel, Quase Famosos é uma beleza de se ver, escutar e apreciar um dos gêneros musicais mais festejados do planeta. Se ainda é pouco, o filme conta também com a sempre incontestável Frances McDormand e venceu o Oscar de Melhor Roteiro, além de ser indicado a outros três: Kate Hudson e McDormand (ambas para a estatueta de Melhor Atriz coadjuvante) e Joe Hutshing e Saar Klein (para Melhor Edição). É um filmaço.

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Quase Famosos está disponível para streaming na Amazon Prime Video e na Globo Play. Para aluguel ou compra, o filme pode ser encontrado na Microsoft Store, Google Play Movies e Apple iTunes. Na Looke, apenas para compra.

Voltando rapidamente à historização: Não há controvérsias sobre a influência dos Beatles. Ela é, de certa forma, incalculável. A banda estabeleceu parâmetros, trouxe experimentações que abriram as possibilidades musicais da época e que viriam a influenciar dos seus contemporâneos à continuação da História. Gerações posteriores, como a nossa, ainda celebram os Beatles, rearranjam suas músicas, utilizam-nas em filmes... Yesterday não é o único exemplo recente. O blockbuster Liga da Justiça, por exemplo, conta com uma versão pra lá de modernosa de Come Together, de Gary Clark Jr., ator e guitarrista que já teve seu estilo comparado aos de Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughan. O Rock é, definitivamente, um gênero cíclico... o que foi criado lá atrás vai influenciar para sempre.

Mas vamos a menções honrosas (em ordem aleatória):

  • Todos os filmes protagonizados por Elvis Presley: por motivos de Rei do Rock. Little Richard, da mesma época de Elvis (e ainda vivo), disse (e se ele disse está dito): "Eu agradeço a Deus por Elvis Presley. Ele abriu as portas para muitos de nós."
  • A Encruzilhada (Crossroads): talvez não seja visto como um filme com Rock de fato. O Blues é que corre solto aqui. Mas os ensinamentos sobre música e vida são muito efetivos e, além disso, o filme conta com uma participação especialíssima de Steve Vai em um duelo épico com Ralph Macchio. Disponível na Netflix e na Apple iTunes.
  • Sem Destino (Easy Rider): um filmaço clássico com canções inclusive de Jimi Hendrix. O filme também imortalizou um hino do Rock, a música Born to Be Wild, da Steppenwolf. Disponível na Netflix, Google Play Movies, Apple iTunes e Looke.
  • Jesus Cristo Superstar (Jesus Christ Superstar) – versão de 1973: Vamos a algo diferente... uma Ópera Rock dirigida por Norman Jewison, indicado três vezes ao Oscar de Melhor Direção (por No Calor da Noite, Um Violinista no Telhado e Feitiço da Lua). Disponível na Claro Video e Apple iTunes.
  • Zabriskie Point: única produção totalmente americana do célebre diretor italiano Michelangelo Antonioni (de Blow-Up – Depois Daquele Beijo). Inclusive, o próprio Blowup (no original) é outra indicação, visto que há uma cena antológica do fotógrafo protagonista no show da Yardbirds. O registro feito da banda nesse filme é um dos raros em que os guitarristas Jimmy Page e Jeff Beck estavam na formação.
  • Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída (Christiane F. - Wir Kinder vom Bahnhof Zoo): porque as canções são de David Bowie... e são fenomenais. E porque é um grande filme mesmo.
  • Rocky Horror Show (The Rocky Horror Picture Show): Um musical bem diferente com uma atuação fantástica de Tim Curry. Disponível na loja da PlayStation, Microsoft Store, Google Play Movies e Apple iTunes.
  • Velvet Goldmine: Sensível... e glam Rock. Disponível na Claro Video.
  • The Doors: focado no psicológico do excêntrico Jim Morrison e dirigido por Oliver Stone... vale cada segundo.
  • Pink Floyd – The Wall: Pink Floyd, uma das bandas favoritas do planeta, e dirigido por Alan Parker, diretor de um terror dos melhores de todos os tempos (Coração Satânico).
  • Escola de Rock (The School of Rock): porque vale a pena demais o olhar único de um diretor como Richard Linklater (de Boyhood: Da Infância à Juventude) e pelo protagonismo dado às crianças. Na verdade, vale por tudo. Disponível na Netflix, loja da PlayStation, Microsoft Store, Google Play Movies, Apple iTunes e Claro Video.
  • Jovens, Loucos e Rebeldes (Dazed and Confused): compondo a trilha sonora, estão canções de Alice Cooper, Aerosmith, ZZ Top, Black Sabbath, Deep Purple, Lynyrd Skynyrd, Kiss... e, além disso, Tarantino colocou o filme em sua lista de 10 melhores de todos os tempos. Ah! É dirigido também por Linklater. E a curiosidade?
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São muitos... a lista poderia ter 50, 100, 200 títulos a mais. Muitos poderiam estar aqui, de repente, substituindo os que citei. Na prática, é impossível, listar cinco ou 10 filmes que trazem o Rock para o cinema.

De qualquer forma, posso dizer qual é um dos meus favoritos (e nem o coloquei na lista): Não Estou Lá, dirigido por Todd Haynes (do citado Velvet Goldmine inclusive). Talvez porque gosto muito de Bob Dylan, talvez porque as atuações de Cate Blanchett, Christian Bale e Heath Ledger são algo bem fora da curva (em minha opinião)...

Infelizmente, não teremos o Bônus Adam Sandler dessa vez, mas vale uma dica: o ator também é músico e já compôs para muitos dos filmes nos quais atuou.

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Agora, ficam aí os comentários. Foi uma dor não citar alguns filmes – e até passei um pouco da minha meta de no máximo 10 menções –, mas tenho certeza que vocês vão conseguir complementar e enriquecer tudo o que está aí.

Bons e ruins filmes para nós!