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Rara cobra de duas cabeças é encontrada na África do Sul; veja fotos!

Por| Editado por Luciana Zaramela | 01 de Julho de 2022 às 12h20

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duallogic/envato
duallogic/envato

Uma raríssima cobra de duas cabeças foi encontrada na natureza em Ndwedwe, na África do Sul, e resgatada por um especialista em serpentes chamado Nick Evans. O animal, uma serpente-comedora-de-ovos-marrom (Dasypeltis inornata), é inofensivo e apareceu no jardim de um morador local, que contactou o herpetólogo após coletar o bicho com uma garrafa.

A condição da cobra é chamada de policefalia, muito mais comum em répteis do que em mamíferos: uma das causas pode ser a divisão incompleta do embrião, por exemplo, ou a fusão de dois embriões que não chega ao final. Um estudo de 2013, publicado na revista científica Journal of Comparative Pathology, observou uma amostra de 4.087 ovos de serpente, dos quais chocaram apenas 3 cobras de duas cabeças.

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A difícil vida das cobras de duas cabeças

Segundo Evans, o animal foi uma visão estranha devido à sua deformidade. É um espécime juvenil de cerca de 30 centímetros: o herpetólogo achou o jeito do animal se movimentar bem interessante, já que, algumas vezes, as cabeças decidiam ir para lados contrários, dificultando o processo. Outras vezes, as cabeças ficavam uma em cima da outra, o que pareceu ser a maneira mais efetiva de se mover.

Casos de cobras de duas cabeças já foram reportados em cativeiro e na natureza, mas a ocorrência é rara, e ainda mais sua sobrevivência, a depender de como as cabeças são separadas. Duas cabeças com dois estômagos diferentes têm mais chances de brigar por presas e passar fome do que duas cabeças com um estômago. Ter um órgão funcionando para dois corpos, no entanto, pode gerar um estresse incomum e reduzir o tempo de vida do animal.

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O especialista relata que a serpente está, agora, sob o cuidado de profissionais, e disse estar surpreso que ela tenha sobrevivido por tanto tempo. Ele acredita não haver motivos para libertá-la, já que possivelmente não viveria muito mais tempo na natureza: ela mal consegue se mover, e quando o faz, é extremamente lenta, ficando muito vulnerável a predadores.

Nick Evans contou mais sobre o caso em uma postagem na sua página do Facebook.

Fonte: Journal of Comparative Pathology, Nick Evans