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Mutação genética dos Chihuahua já existia em lobos há 50 mil anos; entenda

Por| Editado por Luciana Zaramela | 28 de Janeiro de 2022 às 14h40

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viktoriian/envato
viktoriian/envato

Em um estudo publicado na revista científica Current Biology, pesquisadores do National Institutes of Health (NIH) apontaram que uma das principais mutações genéticas responsáveis ​​pelo pequeno tamanho de determinadas raças de cães, como Chihuahua, já existiam em lobos há mais de 50 mil anos.

A mutação está presente no DNA que regula a expressão de um gene do fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF1). Depois de consultar cientistas na Inglaterra e na Alemanha, os pesquisadores identificaram essa mutação em fósseis de lobos (Canis lupus campestris) que viveram há 54 mil anos.

Os cientistas achavam que os cães começaram grandes e se tornaram menores cerca de 20 mil anos atrás, quando foram domesticados, mas essa descoberta apresenta a possibilidade de uma nova narrativa evolutiva.

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O mais interessante de tudo é que essa descoberta não se limita apenas a cães e lobos, mas também coiotes, chacais e outros membros da família dos canídeos. “As coisas que achávamos muito modernas são, na verdade, muito antigas”, afirma uma das responsáveis pelo estudo, a geneticista Elaine Ostrander, em meio a uma entrevista ao EurekAlert.

No entanto, esse gene IGF1 não é o único que afeta o tamanho do corpo de um cão: existem pelo menos 20 genes conhecidos codificam o tamanho do corpo, mas esse gene em particular tem uma influência muito relevante, uma vez que é responsável por cerca de 15% da variação do tamanho do corpo entre as raças.

Parece pouco, uma vez que os humanos possuem centenas de genes que afetam o tamanho, mas é necessário refletir que a maioria das raças de cães existe há apenas algumas centenas de anos. Após a descoberta da mutação genética, os pesquisadores pretendem continuar os estudos para entender melhor como os genes funcionam juntos para determinar o tamanho exato de cada raça.

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Fonte: Current Biology via EurekAlert!