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Mais de 100 novas espécies são descobertas em águas profundas do Chile

Por| Editado por Luciana Zaramela | 23 de Fevereiro de 2024 às 15h03

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ROV SuBastian/Schmidt Ocean Institute/CC BY-NC-SA 4.0
ROV SuBastian/Schmidt Ocean Institute/CC BY-NC-SA 4.0

Nas águas profundas do Chile, uma expedição internacional de cientistas, organizada pelo Schmidt Ocean Institute (SOI), descobriu mais de 100 novas espécies marinhas. Montanhas subaquáticas nunca antes vistas também foram encontradas, sendo que a maior ultrapassa em quatro vezes o tamanho do maior edifício do mundo.

Para captar imagens únicas desses achados marinhos, os cientistas usaram um robô subaquático, capaz de descer a profundidades de 4,5 km. O veículo operado remotamente (ROV) recebe o nome de SuBastain.

A seguir, veja imagens das espécies recém-descobertas em águas profundas:

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Novas espécies marinhas

Entre as mais de 100 novas espécies registradas pelo robô aquático, os biólogos destacam um peixe ósseo vermelho do gênero Chaunax, capaz de inflar como uma bexiga. Na verdade, a criatura mais parece um personagem de desenho animado. 

Também foram avistadas esponjas-do-mar, corais em espiral, salpas fluorescentes, lagostas de olhos arredondados, crustáceos, ouriços-do-mar, moluscos e outros inúmeros organismos vivos em meio aos montes subaquáticos.

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Após essa expedição, a equipe irá estudar cada um dos achados, buscando determinar se as espécies vistas são, de fato, novas. “A identificação completa das espécies pode levar muitos anos”, afirma Jyotika Virmani, diretora-executivo do SOI, em nota. Quando isso acontecer, todas serão devidamente nomeadas.

Habitats vulneráveis e o risco de extinção

Segundo a equipe, as criaturas encontradas vivem em habitats classificados como vulneráveis. Então, as novas espécies, mesmo que ainda pouco conhecidas, já podem estar em risco de extinção

O risco é maior para os organismos que vivem entre os corais de água fria e as esponjas-do-mar, já que o aumento das temperaturas do mar pode afetá-los. Além disso, a pesca de arrasto e a mineração em alto mar também os colocam em risco.

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Montes subaquáticos no Chile

O ponto inicial da expedição foi os arredores da cidade de Valparaíso, localizada a cerca de 120 km de Santiago, capital do Chile. A partir dali, foram mapeados cerca de 52,8 mil km quadrados do Oceano Pacífico, chegando às águas internacionais, entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano.

A equipe de pesquisa descobriu quatro montes submarinos até então desconhecidos, sendo que o maior foi apelidado de Solito (Sozinho, em espanhol). Este se eleva a 3,5 km acima do fundo do mar, o que o torna mais de quatro vezes maior que o edifício mais alto do mundo, o Burj Khalifa (nos Emirados Árabes Unidos), com 828 m de altura. 

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“Superamos em muito as nossas expectativas nesta expedição”, conta Javier Sellanes, biólogo da Universidade Católica do Norte e líder da expedição. “Sempre esperamos encontrar novas espécies nessas áreas remotas e pouco exploradas, mas a quantidade que encontramos, especialmente para alguns grupos como as esponjas, é incrível”.

Fonte: Schmidt Ocean Institute (1) e (2)