Gerente de loja de informática “previu” o futuro dos computadores em 1979

Por Redação | 25 de Junho de 2018 às 16h06
photo_camera David Hoffman

Em 1979, pouco depois de o Apple II ter chegado às prateleiras nos EUA, o jornalista vencedor do Pulitzer David Hoffman reunia algumas entrevistas para o seu documentário The Information Society. O objetivo: coletar impressões de vários usuários sobre o recém-introduzido microcomputador. Entre depoimentos que incluíam “minha família considera que eu tenho gastado muito tempo nisso” e afins, entretanto, há um certo sujeito de bigode – não identificado pelo autor – que emite algumas sentenças realmente visionárias.

“O microcomputador é um aparelho educacional”, ele começa, acrescentando que a ferramenta é também “um reflexo imediato da sua própria imaginação, da sua inteligência e da sua habilidade de programação”. Quanto se trata de mensurar o impacto do novo aparato nos anos à frente, entretanto, o depoimento ganha ares de previsão: “[O computador] deve levar à uma estratificação vertical da sociedade”, diz o homem.

E continua: “Haverá motoristas de caminhão que tocarão sobre uma tela para definir suas rotas, (...) haverá médicos que também devem se utilizar de microcomputadores – e haverá aqueles que preferirão manter as coisas como são”.

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Extinção de cargos (e do tédio)

Sobre a possível extinção de cargos? “Isso será muito interessante: há a questão de quantas profissões serão criadas e quantas vão se tornar completamente obsoletas pela existência do computador.” Algo plenamente desculpável, é verdade. Afinal, “o computador jamais tornará obsoleta uma profissão que não deveria se tornar obsoleta”. E também, “Nós somos humanos, e somos mais adaptáveis ao nosso meio ambiente do que o computador é ao dele”, de maneira que “nós é que devemos nos adaptar”.

Por fim, o crítico improvável conclui: o computador pessoal surgiu para levar embora o aborrecimento das nossas vidas. “Vamos deixar que o computador leve embora o tédio, para que os três dias de trabalho semanais finalmente se tornem uma realidade”. Ok, algumas previsões talvez ainda não tenham se concretizado. Talvez após o próximo lançamento da Apple – quem sabe?

Fonte: David Hoffman (YouTube)

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