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Cientistas encontram fósseis do último panda gigante europeu conhecido

Por  • Editado por  Luciana Zaramela  | 

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Pascal Müller/Unsplash
Pascal Müller/Unsplash

Em artigo publicado no Journal of Vertebrate Paleontology no último domingo (31), cientistas descreveram a descoberta do último panda gigante europeu conhecido. Para chegar a essa nova informação, o grupo precisou remontar à Bulgária de cerca de seis milhões de anos atrás, através de fósseis presentes no Museu Nacional de História Natural do país.

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Embora não seja um ancestral direto do gênero moderno do panda gigante, os pesquisadores ressaltam, no artigo, que se trata de um parente próximo. A descoberta indica quão pouco a ciência ainda tem conhecimento sobre a natureza antiga, e demonstra também que descobertas históricas em paleontologia podem levar a resultados inesperados, ainda hoje em dia.

Ao analisar os dentes do animal, os autores do estudo concluíram que a espécie provavelmente consumiu uma dieta amplamente vegetariana - mas não puramente dependente de bambu, uma vez que os dentes não parecem fortes o suficiente para esmagá-los.

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Em vez disso, a teoria é que essa espécie de panda provavelmente se alimentou de vegetais mais macios. A análise dos fósseis e do cenário onde eles foram encontrados permitiu afirmar que o panda habitava regiões florestais e pantanosas.

“A provável competição com outras espécies, especialmente carnívoros e presumivelmente outros ursos, explica a especialização alimentar mais próxima dos pandas gigantes aos alimentos vegetais em condições de floresta úmida”, estimam os pesquisadores.

O artigo especula que os dentes forneceram ampla defesa contra predadores. Além disso, os caninos são comparáveis ​​em tamanho aos do panda moderno, sugerindo que pertenciam a um animal de tamanho semelhante ou apenas um pouco menor.

A conclusão dos autores é que o último panda gigante europeu conhecido pode ter se extinguido como resultado das mudanças climáticas, principalmente no contexto em que a bacia do Mediterrâneo secou.