Publicidade

Carcaças de baleias servem como banquete para animais marinhos por vários anos

Por| Editado por Luciana Zaramela | 11 de Maio de 2023 às 10h31

Link copiado!

Seiji Seiji/Unsplash
Seiji Seiji/Unsplash

A vida marinha é misteriosa e atrai, desde sempre, a atenção dos cientistas. Na década de 80, os pesquisadores avistaram um esqueleto de baleia submerso na Bacia de Santa Catalina e perceberam que, apesar de a baleia estar morta há anos, seus restos ajudaram a formar uma próspera comunidade no fundo do mar, alimentando diversos animais, como mexilhões e caracóis.

Muitas criaturas das profundezas do oceano dependem da chamada neve marinha (constituída de carne em decomposição, poeira e fezes de animais) para sobreviver. No entanto, a morte de uma baleia serve como um banquete que pode sustentar comunidades inteiras por anos.

Para se ter uma noção, os cientistas estimam que a morte de uma baleia equivale a mil anos de neve marinha. As carcaças das baleias são devoradas em vários estágios:

Continua após a publicidade

Primeiro, necrófagos como tubarões adormecidos, peixes-bruxa e isópodes, viajam longas distâncias para se banquetear com a carcaça. Este estágio pode durar vários anos até que todo o tecido mole seja mastigado. No próximo estágio, vermes, crustáceos e bactérias se alimentam dos nutrientes das baleias afundadas.

Enquanto isso, o terceiro estágio, sulfofílico, envolve vermes comedores de ossos e bactérias oxidantes de enxofre, que quebram a gordura dentro dos ossos das baleias. Por fim, o quarto estágio tem um tempo de duração indeterminado, e é quando a carcaça já se tornou um substrato duro, onde anêmonas e esponjas, podem se agarrar e crescer.

Baleias são animais verdadeiramente intrigantes. Você sabia, por exemplo, que os maiores mamíferos do planeta não têm câncer? Outra curiosidade é que as fezes das baleias podem ser úteis contra o aquecimento global.

Continua após a publicidade
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia

Fonte: Popular Science, New Scientist