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Bioluminescência! 7 animais incríveis que produzem luz naturalmente

Por| Editado por Luciana Zaramela | 28 de Novembro de 2021 às 18h30

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Jonathan Diemel/Unsplash
Jonathan Diemel/Unsplash

Você já ouviu falar sobre bioluminescência? É a incrível capacidade que alguns seres vivos têm de emitir luz por conta própria. Em algumas espécies, é utilizada como mecanismo de defesa, ou ainda para atrair parceiros. Em outros casos, ocorre por conta da alimentação.

O fato é que a luz é gerada graças a uma enzima chamada de luciferase, capaz de oxidar uma substância denominada luciferina, e os animais agraciados com essa característica acabam formando um verdadeiro espetáculo. Conheça alguns deles abaixo.

Arachnocampa luminosa

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O efeito luminoso promovido pela Arachnocampa luminosa (uma espécie de inseto) é tão surpreendente que transformou as cavernas da Nova Zelândia em um ponto turístico! A espécie vive em grutas e zonas abrigadas das florestas, e, na fase larval, constrói teias de um brilho azul intenso com a intenção de atrair insetos voadores, prendendo-os. Essas teias que pendem nas cavernas parecem um céu noturno, estrelado.

Água-viva geleia-de-cristal

Um dos animais com bioluminescência é a água-viva geleia-de-cristal, normalmente encontrada na costa oeste da América do Norte. Quando essa água-viva se sente atacada ou em perigo, ativa a proteína fluorescente verde (GFP, na sigla em inglês) por meio de seus mais de 100 órgãos, para afugentar os predadores.

Costuma se alimentar de pequenos organismos, como plâncton e alguns crustáceos, e também pode comer até mesmo outras águas-vivas.

Larva-trenzinho

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A larva-trenzinho pertence a uma família de besouros (Phengodidae), e se destaca pelo fato de que as fêmeas e as larvas possuem órgãos bioluminescentes. Normalmente, o animal é encontrado nas Américas, desde o sul do Canadá ao Chile, e ganha esse nome justamente porque seu longo corpo fica cheio de pontos de brilho enfileirados, lembrando os vagões de um trem.

Peixe-pescador-das-profundezas

Já citamos animais estranhos que moram nas profundezas dos oceanos, e apesar de se enquadrar nisso, o peixe-pescador-das-profundezas se destaca por outro motivo: diferente de outros animais bioluminescentes que podem produzir luz, esse peixe abriga bactérias, que cooperam em simbiose e geram esse efeito luminoso, utilizado pelo animal para atrair presas.

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Se você estiver com a sensação de que esse animal é familiar, talvez se lembre de Procurando Nemo, em que a Dory é atraída por uma luz e se depara com uma criatura pra lá de assustadora.

Atolla wyvillei

A água-viva da espécie Atolla wyvillei é um caso de animal bioluminescente que utiliza sua habilidade como um mecanismo de defesa: quando atacada, lança uma série de flashes na tentativa de atrair outros predadores que estejam mais interessados em atacar o predador em questão do que ela. Também pode usar essa luz como uma forma de espantar outros seres. Costuma ser encontrada apenas nas profundezas do oceano.

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Carambola-do-mar

A água-viva carambola-do-mar (Ctenophora) tem esse nome justamente porque seu corpo lembra muito a fruta. A luz produzida pelo animal pode ser usada para confundir e repelir os predadores. O animal costuma se alimentar de plâncton e larvas de peixes. O interessante dessa água-viva é que seus movimentos podem espalhar a luz, produzindo um encantador efeito arco-íris.

Vaga-lume

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E, claro, não poderíamos deixar de falar dele, o conhecidíssimo vaga-lume, inseto da família dos coleópteros que tem uma verdadeira lanterninha amarelo-esverdeada que pisca intermitentemente na região mais baixa de seu abdômen. A luz desses bichinhos acende graças a reações químicas que também contêm luciferina. No caso, a proteína reage com o oxigênio e produz um subproduto, chamado oxiluciferina. Quando a oxiluciferina perde energia, esta é liberada em forma de luz.

O vaga-lume brilha para atrair parceiros para o acasalamento. Existem, inclusive, vaga-lumes que brilham em sincronia! Quando isso acontece em grupo, os insetos conseguem encontrar seus parceiros, espantar predadores e até mesmo atrair presas.

Fonte: National Geographic, Treehugger