Pesquisadores estudam método capaz de hackear o cérebro humano

Por Redação | 26 de Agosto de 2012 às 11h55

Assim como os computadores mais modernos e complexos, o cérebro humano é capaz de ser hackeado. Pesquisadores das Universidades de Genebra, Califórnia e Oxford utilizaram um computador com interface cerebral (BCI) para acessar as partes mais secretas do órgão.

Os pesquisadores utilizaram um BCI que não é mais produzido, o Emotiv BCI, para provar que é possível hackear o cérebro da mesma forma que os computadores comuns e acessar os segredos e áreas mais isoladas da mente de uma pessoa.

De acordo com o Mobile Mag, o aparelho é capaz de medir as atividades cerebrais e, analisando esses dados, permite que os estudiosos obtenham algumas informações sobre as pessoas que nunca foram mencionadas. O estudo, realizado com estudantes voluntários, avaliou os sinais cerebrais P300, emitidos pelo cérebro quando ele registra estímulos de elementos com algum significado ou de utilidade.

Hacker cerebral sinais P300

Os pesquisadores acreditam que, com as melhorias dos dispositivos, será mais fácil hackear o cérebro humano

Quando o cérebro recebe algum estímulo, os picos de sinais P300 são facilmente reconhecidos pelo computador. No teste feito com os estudantes, os pesquisadores pediram que os voluntários começassem a pensar nas senhas de seus cartões de crédito, e diversas combinações de números foram apresentadas em uma tela.

Mesmo em um nível do subconsciente, os sinais P300 apresentaram picos quando algum número familiar lhe era mostrado na tela, no caso, os dígitos presentes na senha.

Segundo o Gizmag, os pesquisadores afirmam que com esse tipo de metodologia, pode-se aumentar a probabilidade de 10% a 40% em dados aleatórios. Em outras palavras, o cérebro dos voluntários 'vazaram' informações importantes que podem ser utilizadas para ter acesso às suas contas bancárias, por exemplo.

"A simplicidade dos nossos experimentos sugere a possibilidade de ataques mais sofisticados", afirma a equipe de pesquisadores. "Por exemplo, um usuário desinformado poderia ser colocado facilmente em 'mindgames', que camuflariam o caráter de interrogatório e os tornaria mais cooperativos. Além disso, com a crescente qualidade dos dispositivos, as taxas de sucesso dos ataques devem melhorar".

Por enquanto, a metodologia aplicada pelo grupo ainda é muito simples, mas os pesquisadores afirmaram que continuarão suas pesquisas na área de hackeamento cerebral.

Siga o Canaltech no Twitter!

Não perca nenhuma novidade do mundo da tecnologia.