HD líquido poderá armazenar 1 TB em uma colher

Por Redação | 29 de Julho de 2014 às 11h00
Gizmodo

Há cerca de 10 anos, um HD de 64 GB podia até ser artigo de luxo, mas hoje em dia 1 TB já está banalizado. Esta é a capacidade de armazenamento de muitos notebooks que encontramos nas lojas por preços acessíveis.

Para armazenar seus filmes e músicas, 1 TB normalmente é suficiente, ou no máximo você compra mais um HD externo também de 1 TB e fica tudo bem.

Mas, e para um datacenter gigantesco que tem que armazenar informações de centenas ou milhares de empresas? Vai chegar um ponto que o problema vai ser o tamanho físico dos HDs, e as pesquisas agora giram em torno de novas técnicas para aumentar a densidade dos dados. Mas uma pesquisa de uma equipe de cientistas americanos está indo além, trabalhando em cima de uma técnica para armazenar dados em líquidos.

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Isso mesmo, um HD líquido. Teríamos então que mudar o nome, porque HD significa Hard Drive ou Armazenamento Rígido, teria que ser LD - Light Drive ou Armazenamento líquido.

Os cientistas chamam o material de matéria suave (soft matter), que consiste em partículas microscópicas (nanoparticulas) suspensas em uma solução, e que dependendo da forma das moléculas, pode representar 0 ou 1, ou seja, armazenar dados.

Na verdade o termo matéria suave é genérico e pode se referir a líquidos, espumas, polímeros e alguns materiais biológicos, mas o que todos eles têm em comum é que o comportamento de suas moléculas é bem previsível a uma dada temperatura, ou seja, elas mudam de forma dependendo do calor, e a forma é previsível.

A mágica do processo se dá quando se esquenta a suspensão: suas partículas se reordenam em formas previsíveis. No experimento foram usados conjuntos de 4 ou mais partículas com uma esfera central atuando como ponto de ligação para cada cluster. Com a adição de energia térmica (calor) ao sistema, as partículas se movimentam em volta da partícula central, adotando diferentes configurações.

Obviamente esse é o primeiro passo do que os pesquisadores chamaram de coloide digital. A teoria é linda, mas é preciso descobrir uma maneira confiável de manter os clusters no formato correto em um grande volume de líquido, além de fazer a leitura desses dados de maneira rápida.

A equipe de cientistas acredita que a densidade de dados pode ser altíssima - foi daí que tiraram o 1 TB por “colher” - utilizando as técnicas certas, mas vai demorar alguns anos até que a tecnologia evolua para ser usada, se chegar lá.

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