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Telescópio da NASA encontra "mega-Terra" gigante que não deveria existir

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exoplanetas
ESA/Hubble/NASA

Uma equipe de astrônomos descobriu uma “mega Terra”, apelido carinhoso que os cientistas dão aos planetas que são rochosos como o nosso, mas maiores e mais massivos. Designado GJ 523b, este mundo é 2,5 maior que o nosso e 23,5 vezes mais denso, colocando em jogo o que se sabe sobre os processos de formação planetária.

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Flagrado inicialmente pelo telescópio TESS, da NASA, o corpo celeste intrigou os cientistas porque tem pouca atmosfera — o que é estranho, já que os modelos tradicionais indicam que núcleos rochosos que têm mais de 20 vezes a massa terrestre deveriam acumular imensas quantidades de hidrogênio e hélio.

Na verdade, estes mundos eventualmente se transformariam em gigantes gasosos como Júpiter, mas não foi o que aconteceu neste caso. “A pergunta é: por que esse planeta não fez isso, se tem 20 vezes o tamanho da Terra?”, indagou Max Kroft, autor que lierou o estudo.

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Planeta “irmão” da Terra

Para explicar a ausência da camada gasosa que deveria estar ali, os pesquisadores suspeitam de dois cenários. O primeiro aponta que o GJ 523b pode ter tido uma atmosfera espessa no passado, mas a perdeu com o tempo. A outra possibilidade envolve uma colisão entre dois planetas rochosos, que teria criado um mundo maior e poderia ejetar a camada gasosa ao espaço.

Como as características deste mundo e seus processos ainda intrigam os cientistas, encontrar exoplanetas (nome dado àqueles que orbitam estrelas que não são o Sol) pode ajudá-los a entender se GJ 523b é uma exceção ou se simplesmente faz parte de um grupo amplo de planetas ainda pouco estudados.

“É difícil tirar conclusões sobre a formação de planetas em geral a partir de uma amostra de apenas um caso. Não vamos chegar a 10 mil desses planetas superdensos, mas se conseguirmos chegar a 20 ou 30, talvez algumas tendências possam surgir.”, concluiu Kroft.