Telescópio da NASA "cai" na Terra após falha de missão de resgate
Por Danielle Cassita |
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O telescópio Swift, da NASA, encerrou suas operações nesta quarta (4) após 22 anos de estudos do espaço. O observatório espacial fez uma reentrada descontrolada três meses após uma tentativa de mantê-lo em atividade por mais tempo com a ajuda de uma espaçonave privada, que o levaria para uma órbita mais alta.
De acordo com Jonathan McDowell, rastreador de satélites, o observatório de 1,4 tonelada mergulhou na atmosfera da Terra sobre a região de Sumatra. E pode ficar tranquilo, já que os oficiais da NASA previram que, provavelmente, o satélite acabaria queimado durante a passagem pela atmosfera, e que as chances de algum pedaço sobrevivente chegar ao solo eram extremamente baixas.
Mesmo assim, algumas publicações nas redes sociais sugerem que observadores conseguiram flagrar a queda do telescópio — é o que sugere um vídeo publicado por um usuário identificado como “Surajit” no X, antigo Twitter, que mostra o rastro luminoso deixado pelo observatório no céu.
Telescópio Swift
O Swift foi lançado em 2004 e, na época, a ideia inicial era que a missão durasse apenas dois anos e que tivesse foco nas explosões de raios gama (GRBs), as mais energéticas e violentas do universo. O nome completo do equipamento era, na verdade, Swift Gamma-Ray Burst Explorer — o termo “swift” significa "veloz", em inglês, bastante adequado para indicar a agilidade da espaçonave.
“O Swift precisava detectar e localizar explosões de raios gama, comunicar sua posição a outros observatórios e, em seguida, orientar seus telescópios para capturar imagens dos locais das explosões antes que seus resquícios se dissipassem”, explicou S. Bradley Cenko, pesquisador principal (PI) do Swift na NASA. “Isso normalmente levava cerca de um minuto para o Swift realizar”, finalizou.
Ao longo de sua vida útil — que, aliás, foi bem além daqueles dois anos planejados —, o Swift registrou mais de 2.000 GRBs e 1.400 supernovas, além de monitorar buracos negros ativos, cometas e asteroides. E poderia ter seguido na ativa por mais tempo, caso a missão de resgate tivesse funcionado: é que o Swift vinha perdendo sua sustentação na atmosfera rapidamente, e se nada fosse feito, acabaria queimado na reentrada atmosférica.
A saída encontrada pela NASA foi a sonda robótica LINK, um dispositivo compacto com três braços mecânicos, projetado para se acoplar ao Swift e impulsioná-lo para uma órbita mais elevada e segura. O “resgate” foi enviado ao espaço em julho, mas a nave teve falhas e não conseguiu se aproximar do telescópio. Mesmo assim, a NASA destacou a importância da tentativa, que representou um passo importante para o desenvolvimento de outros veículos para a manutenção e extensão da vida útil de satélites.
