Sonda da NASA encontra mais de 10 mil "pistas" de que a Lua está encolhendo
Por Danielle Cassita |
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Os cientistas já sabem há anos que a Lua vem encolhendo; mas, afinal, qual a dimensão deste encolhimento? Para descobrir, pesquisadores analisaram imagens obtidas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter Camera (LROC), da NASA, e encontraram mais de 10 mil falhas na superfície lunar. Após analisar as formações, eles concluíram que o raio do nosso satélite natural diminuiu 45 m no intervalo dos últimos 400 a 800 milhões de anos.
Na verdade, o encolhimento não é novo: a teoria mais aceita da origem da Lua explica que nosso satélite natural veio de uma colisão violenta entre a Terra e um objeto massivo há aproximadamente 4,5 bilhões de anos. Desde então, a Lua segue esfriando e se contraindo.
“À medida que o interior da Lua continua a esfriar e se contrair, espera-se que o crescimento das falhas existentes e a formação de novas falhas continue [acontecendo] até hoje”, declarou Thomas Watters, cientista que liderou o estudo.
A Lua encolheu?
Com as imagens da LROC, os pesquisadores viram diferentes tipos de rachaduras e de planícies na superfície lunar — incluindo estruturas curvadas que vêm da contração da superfície, sinalizando a ocorrência do processo. Como a Lua não tem placas tectônicas como a Terra, sua camada mais externa é uma única camada rochosa, que pode ser rompida por falhas e rachaduras da contração.
A identificação destas estruturas revela aos cientistas os capítulos da história do nosso satélite natural — tanto que eles já descobriram que a quantidade de falhas geológicas na superfície lunar varia, e que as áreas em que elas menos aparecem são aquelas em que a crosta é mais espessa.
Em outras palavras,isso sugere que as áreas com a crosta mais espessa são mais estáveis, e que as rachaduras devem ter sido criadas na superfície lunar quando nosso satélite ainda era jovem. Assim, a crosta mais espessa deve ter aquecido o interior da Lua e evitado o resfriamento, contração e rachaduras.
O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista The Planetary Science Journal.