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O Sol vai destruir seu próprio sistema? Pesquisa indica como pode ser fim dos planetas

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Sistema Solar
Clare Harrison

Você já conhece, à exaustão, a configuração atual do nosso Sistema Solar. Vale a pena curti-la, já que ela deve ficar por aqui só por “alguns” bilhões de anos — é o que indica um novo estudo, que revelou que nossa vizinhança no espaço pode passar por instabilidades bem além daquelas já previstas pelo fim do Sol.

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Mercúrio, por exemplo, tem 1% de chance de deixar nosso sistema nos próximos 5 milhões de anos; caso isso aconteça, é provável que este mundo acabe colidindo com Vênus, Terra ou até Marte. Já Júpiter, Saturno, Urano e Netuno podem sofrer alguma perturbação em um milhão de trilhão de anos.

Mesmo que nada disso aconteça, o cenário não fica muito mais favorável para nós: é que quando o Sol esgotar suas reservas de combustível para a fusão nuclear e se tornar uma gigante vermelha, vai expandir suas camadas e devorar Vênus. É possível, aliás, que nem nosso “pálido ponto azul” escape. E é aqui que entra o novo estudo, que sugere algo mais nesta história.

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Fim do Sistema Solar

Embora os cientistas considerem que nosso astro deva perder massa em um ritmo tranquilo, observações de anãs brancas sugerem que este pode não ser o caso. Assim, quando o Sol chegar nesta etapa do seu ciclo, é bem provável que a Terra tenha deixado de existir há muito tempo, e que Urano e Netuno acabem trocando de lugar em suas respectivas órbitas.

A instabilidade levaria a alguns cenários interessantes: antes mesmo de o Sol se tornar uma estrela anã branca, as condições seriam tão caóticas que Urano pode muito bem acabar expulso do nosso sistema; Netuno e Saturno podem também encontrar um destino semelhante, dependendo do que acontecer com o Sol.

“Nossos resultados trazem a dissolução do Sistema Solar de volta a um território familiar da astrofísica e redefinem sua causa: não é o lento avanço do caos, nem o encontro fortuito com uma estrela que passa, mas o próprio Sol, que, ao morrer, não se limita a ampliar o sistema planetário que construiu — ele o afeta e, na maioria das vezes, o dispersa. A instabilidade prevista por Newton é, afinal, real. Ele se enganou apenas quanto ao responsável”, escreveram os autores.

O artigo que descreve os resultados foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.