Waymo dá o primeiro passo para os carros autônomos sem motorista de segurança

Por Redação | 07 de Novembro de 2017 às 15h49

A Waymo deu um passo importante para dar completa autonomia a seus veículos nos Estados Unidos. A empresa, que faz parte da Google, vem operando, desde outubro, suas minivans em ruas do Arizona sem um motorista de segurança ao volante, como determina as leis de alguns Estados.

Nem bem conseguiu esse feito e a Waymo já planeja o próximo passo: convidar pessoas comuns para pegar caronas nesses carros totalmente autônomos. A informação foi passada pelo CEO da empresa, John Krafcik, em uma conferência de tecnologia em Lisboa, nesta terça-feira (7).

Há alguns poréns neste novo patamar da tecnologia dos carros autônomos para dar caronas. As minivans deverão circular com um funcionário da Waymo não mais nos bancos da frente, mas atrás, cenário que a empresa pretende resolver em breve. 

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Outra restrição é que os carros circulem em uma área do subúrbio de Phoenix, de cerca de 260 quilômetros quadrados. A Waymo afirma que vai expandir essa limitação à medida que os carros forem coletando dados durante as viagens.

Além disso, as caronas não estarão disponíveis a qualquer um, pelo menos no começo do projeto. Apenas os membros do programa Early Rider, em operação desde abril, poderão usar essa nova tecnologia.

Confiança na tecnologia

De qualquer forma, essa novidade sinaliza que a Waymo deposita muita confiança na sua tecnologia, que vem sendo desenvolvida por engenherios há oito anos. O objetivo desse passo é chegar à autonomia total, sem humanos como back-up de segurança e com carros capazes de trafegar na maior parte dos ambientes e vias.

Em seu discurso no Web Summit, em Lisboa, o CEO da Waymo disse: "Este é o veículo mais avançado que desenvolvemos até agora. Tudo foi projetado e construído para autonomia total".

Depois das caronas para pessoas selecionadas, a Waymo planeja um serviço aberto ao público, que poderá chamar os carros por meio de um aplicativo, da mesma forma que alguém chama um Uber.

Fonte: The Verge

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