Recarga de carros elétricos é segura? Saiba mitos e verdades sobre carregamento
Por Elisa Fontes • Editado por Bruno De Blasi |

Cada vez mais populares pelas ruas brasileiras, carros elétricos e híbridos se tornaram uma das opções mais atrativas para os consumidores. Os motivos, porém, vão além da chegada das fabricantes chinesas com diversas opções no país. A infraestrutura de carregamento que avança pelas cidades se torna essencial para essa escolha, apesar de o assunto causar dúvidas sobre segurança e autonomia.
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Desde 2023 a frota de veículos leves eletrificados no Brasil tem aumentado de maneira significativa e, de acordo com dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), alcançou 587.796 unidades até novembro deste ano. Estão inclusos carros híbridos leves (MHEV), híbridos plenos (HEV), e os recarregáveis, como os híbridos plug-in (PHEV) e os elétricos puros (BEV).
Para dar conta dessa demanda, a distribuição de eletropostos precisou aumentar e hoje oferece um carregador a cada 21 veículos recarregáveis (PHEV e BEV). São mais de 16.800 unidades de eletropostos espalhadas pelo país, um número substancial, segundo Clemente Gauer, coordenador do Grupo de Trabalho sobre Segurança e integrante do Conselho Diretor da ABVE.
Em entrevista ao Podcast Canaltech, o especialista afirma que parte dos proprietários de veículos elétricos plugin já considera a própria casa seu "posto de combustível", já que a infraestrutura muitas vezes acompanha o carro no porta-mala.
“A maior parte dos veículos elétricos cobrem cerca de 300 km, mas a gente já tem estações de recarga entre, no mínimo 100, 150 km, 200 km e determinadas regiões, por exemplo, se pegar interior de São Paulo, você já vê estações de recarga a cada 40 km nas rodovias mais movimentadas”, pontua.
É seguro recarregar?
Segundo o especialista, o processo de recarga dos veículos é considerado mais seguro até mesmo do que tomar um banho de chuveiro elétrico, já que o carro possui sistemas de proteção contra eletrochoque e superaquecimento. Mesmo assim, a recarga elétrica exige atenção às instruções para evitar riscos de incêndio.
Gauer explica que o principal erro está na informalidade e nas instalações incorretas (a chamada "gambiarra"), e não no carro ou no carregador em si. Em outubro, um carro elétrico chegou a pegar fogo no Rio Grande do Sul por conta de uma recarga irregular feita com um carregador portátil.
"O Brasil tem acesso às melhores e mais atualizadas normas técnicas de segurança para recarga em absolutamente mesma situação como a gente vai observar na Europa, China e outros países. Aliás, essas normas técnicas derivam dessas normas técnicas internacionais. Temos esse caminho oficial que garante a segurança dentro das garagens", sinaliza.
O que evitar na recarga doméstica
A recomendação é evitar o uso repetido e a longo prazo de carregador portátil em tomadas residenciais, o que pode desgastar os contatos da tomada, causando folgas e eventual risco de aquecimento. Gauer explica que a prática mais segura e incentivada é a instalação de uma estação de carga Wallbox cujos conectores são parafusados na rede elétrica, eliminando o desgaste dos pinos.
Confira mais dicas e detalhes sobre o assunto na entrevista completa no Podcast Canaltech.
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