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O que é um carro "pé de boi"?

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Freepik/CC
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Uma das expressões mais antigas e, por muitas vezes criticada, do mercado automotivo é aquela que se refere a um determinado tipo de carro como "pé de boi". O termo, ao contrário do que muitos pensam, não foi criado para ser ofensivo, e é isso que o CT Auto vai explicar agora.

A expressão “carro pé de boi” costuma definir modelos com acabamento simples e poucos acessórios. O termo nasceu da ideia de algo rústico, resistente e funcional. Significa, basicamente, que trata-se de um carro pronto para tudo e voltado ao essencial: transportar pessoas, e fazer isso custando pouco.

Historicamente, carros “pé de boi” eram versões de entrada oferecidas pelas montadoras para reduzir preço e ampliar o acesso da população ao carro zero-quilômetro. Esse tipo de carro era vendido pelas marcas sem itens considerados supérfluos à época, como rádio, ar-condicionado, direção hidráulica ou vidros elétricos. Em alguns casos, nem mesmo calotas ou pintura metálica estavam incluídas.

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Qual a proposta dos carros "pé de boi"?

Embora tenha nascido nas décadas de 1960 e 1970, foi nos anos 1990 e 2000, durante a fase dos chamados carros populares no Brasil, que o conceito ganhou força. Modelos 1.0 básicos dominaram as ruas com foco em economia de combustível e manutenção barata. A proposta dos carros "pé de boi" era clara: oferecer mobilidade acessível em um mercado ainda marcado por crédito restrito e renda média mais baixa.

O perfil do consumidor também ajudou a consolidar a expressão. Muitos buscavam o primeiro carro zero, um veículo para trabalho ou uso urbano diário, sem preocupação com conforto adicional. Para esse público, menos equipamentos significava preço menor e menos custos futuros com manutenção.

Com o passar do tempo, porém, a legislação e as exigências de segurança mudaram o cenário. Itens como airbags, freios ABS e controle de estabilidade tornaram-se obrigatórios. Assim, o “pé de boi” moderno já não pode ser tão espartano quanto no passado, mesmo nas versões mais básicas.

No fim das contas, chamar um carro de “pé de boi” não é necessariamente uma crítica. Para muitos motoristas, é sinônimo de robustez, economia e foco no que realmente importa: cumprir bem a função de ir do ponto A ao ponto B.

Esse conceito, acreditem, também pode ser estendido a alguns carros 0km. Volkswagen, Fiat, Citroën e Renault tem em seus portfólios modelos que, guardadas as devidas proporções, hoje são comparáveis aos "pé de boi".

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Quais carros atuais podem ser chamados de "pé de boi"?

Em tempos de eletrificação e carros conectados, a ideia de simplicidade continua atraente para parte do consumidor. Preço competitivo, mecânica confiável e manutenção acessível seguem sendo atributos valorizados, mesmo quando acompanhados de equipamentos que antes eram considerados luxo.

Por isso, hoje, o termo "pé de boi" é usado mais de forma coloquial do que técnica. Ele pode indicar tanto uma configuração simples dentro de uma linha quanto um carro voltado ao custo-benefício.

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quais carros vendidos no Brasil atualmente podem ser considerados "pé de boi"? Utilizando o conceito original do termo e trazendo para 2026, alguns modelos podem se encaixar na relação. São eles:

  • Renault Kwid (Zen)
  • Volkswagen Polo Track
  • Fiat Mobi (Like)
  • Citroën C3 (Live)

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