Nova CNH: o que mudou na habilitação para motos?
Por Paulo Amaral |

Válida desde 2025, a nova regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) também afetou o processo para quem busca o documento para motos, a chamada Categoria A.
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Assim como ocorre nos exames para tirar a CNH de carros e caminhões, o candidato agora pode escolher médicos e psicólogos credenciados para os exames iniciais sem depender da indicação do Detran. Além disso, o processo teórico agora é realizado de forma online e gratuita, sem carga horária mínima, por meio do aplicativo CNH do Brasil, que substituiu a antiga Carteira Digital de Trânsito.
O curso teórico, antes com 45 horas obrigatórias, agora pode ser concluído em ritmo individual, com acesso a videoaulas, podcasts e simulados. O certificado é emitido automaticamente após a conclusão e registrado no Sistema Nacional de Trânsito. A prova teórica também ganhou flexibilidade e, assim, pode ser aplicada de forma remota, sem limite de tentativas e sem a cobrança adicional na segunda prova.
Já na parte prática, a mudança mais significativa foi a redução da carga horária mínima de 20 para apenas 2 horas-aula. O candidato pode optar por realizar mais aulas, se desejar, e tem liberdade para escolher ou trocar de instrutor. Outra novidade é a possibilidade de usar a própria moto, desde que esteja em conformidade com as normas de segurança do Código de Trânsito Brasileiro. Não há mais exigência de duplo comando de freio e embreagem, bastando a identificação como veículo de aprendizagem.
CNH para moto está mais "fácil"
O sistema de avaliação para obtenção da habilitação como condutor de moto também foi reformulado. Antes, o candidato era eliminado ao cometer uma falta grave ou acumular três pontos negativos. Agora, cada infração gera pontuação proporcional à gravidade, e é possível ser aprovado mesmo com até 10 pontos acumulados.
Por fim, uma questão polêmica envolve a realização do exame prático para motos. A nova resolução não menciona mais a obrigatoriedade de pistas específicas para motocicletas, conhecidas como motopistas. Isso abre espaço para que os Detrans estaduais definam os locais de aplicação, o que gerou preocupação entre especialistas e representantes de autoescolas, que alertam para os riscos de formar condutores sem treinamento adequado em ambientes controlados.
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