Musk prepara jogada de mestre entre Tesla e SpaceX
Por Danielle Cassita |

O bilionário Elon Musk pode fundir a Tesla, montadora de carros elétricos, à gigante aeroespacial SpaceX. Se for colocada em prática, a estratégia pode se transformar na jogada mais ambiciosa da carreira do empresário, que renderia a criação de um império financeiro capaz de unir carros elétricos, foguetes, robotáxis e data centers no espaço sob o mesmo guarda-chuva de negócios.
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Segundo informações do The New York Times, a especulação ganhou muita força em Wall Street após a SpaceX protagonizar o maior IPO da história. Assim, a criação de um superconglomerado avaliado em cerca de US$ 4 trilhões — que, aliás, já está conhecido como “Elon, Inc." — pode ser o próximo passo do empresário.
O mais interessante é que, caso aconteça, Musk estaria na prática negociando consigo mesmo, já que o empresário controla a SpaceX com mais de 82% dos votos e, ao mesmo tempo, é o maior acionista da Tesla. Além disso, as operações das duas gigantes já se cruzam na indústria através do fornecimento de baterias e projetos bilionários.
Tesla e SpaceX?
Por um lado, a fusão tem potencial para gerar forte oposição no mercado de mobilidade, mas os investidores que não concordarem vão ter que enfrentar a legislação do estado do Texas. Devido à regulamentação local, aqueles que estiverem insatisfeitos precisariam deter ao menos 3% das ações, o equivalente a quase US$ 45 bilhões do valor de mercado atual da Tesla, para processar a companhia.
A lei do Texas também determina que a aprovação do negócio ocorra somente mediante o sinal verde de dois terços dos acionistas da montadora de elétricos — o que, convenhamos, não é um grande problema se considerarmos a base de fãs leais que, há pouco tempo, referendou um pacote de remuneração trilionário para o CEO.
Por ora, algumas gestoras de investimentos mantêm a cautela e preferem aguardar a Tesla consolidar sua frota autônoma nas ruas antes de validar a fusão. Entretanto, a proximidade de Musk com o governo Trump reduz drasticamente as chances de bloqueios antitruste, deixando as oscilações de mercado como o maior desafio para a operação se concretizar.