"Musk brasileiro" quer ser dono de marca eternizada por Senna
Por Paulo Amaral |
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Flávio Figueiredo Assis, conhecido como “Musk brasileiro”, está envolvido em uma nova polêmica. Agora, o dono da Lecar virou protagonista de uma disputa judicial pelo direito de usar a marca “Nacional”, eternizada no boné azul de Ayrton Senna, que era patrocinado pelo extinto banco.
O empresário registrou a marca por meio da Le Bank, empresa criada para atuar no setor financeiro, alegando que o Banco Nacional havia perdido o direito por não utilizá-la há anos. A disputa, que corre tanto na Justiça quanto no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), coloca em xeque a interpretação sobre caducidade de marcas e abre espaço para debates sobre memória esportiva versus exploração comercial.
A marca Nacional, além de carregar um peso histórico, possui enorme valor comercial. Senna, tricampeão mundial, eternizou o logotipo em suas vitórias, transformando-o em símbolo de velocidade, confiança e brasilidade. Agora, décadas depois, o interesse em explorar esse legado reacende a discussão sobre quem tem o direito de usar e lucrar com essa imagem.
A batalha "Musk" x Nacional
De um lado, o Banco Nacional sustenta que o vínculo histórico com Senna legitima sua reivindicação. A instituição, mesmo extinta desde 1998, foi incorporada pelo BTG Pactual, que agora busca anular o registro concedido à Le Bank. Para os advogados do banco, o uso da marca por terceiros fere a associação construída durante anos de patrocínio ao piloto.
Do outro, Flávio Figueiredo, o "Musk brasileiro", defende que a marca foi abandonada e, portanto, pôde ser registrada novamente. Ele afirma que pretende manter a identidade visual original, incluindo a cor azul, e transferir o uso da marca da Le Bank para a Lecar, caso decida aplicá-la em seus futuros veículos elétricos.
Impactos da briga judicial
Especialistas em marketing esportivo destacam que a decisão terá impacto direto no valor da marca. Caso o dono da Lecar consiga os direitos, poderá transformar “Nacional” em um selo de inovação, aproximando sua imagem da de Senna e reforçando sua identidade como “Musk brasileiro”. Isso abriria espaço para parcerias internacionais e novos investimentos no setor automotivo.
Por outro lado, se o Banco Nacional prevalecer, a marca poderá ser resgatada em campanhas institucionais e projetos ligados à memória esportiva. Nesse cenário, o nome “Nacional” permaneceria mais associado ao passado glorioso de Senna, reforçando sua ligação com o patrocínio histórico e a tradição bancária.
Quer entender um pouco mais das confusões envolvendo a Lecar e o "Musk brasileiro"? Então não deixe de ler sobre o motivo de ele ter virado piada no Salão do Automóvel e, claro, o porquê de ele ter devolvido dinheiro aos clientes após começar a ser investigado pelo Ministério Público Federal.