Publicidade

"Musk brasileiro" é obrigado a devolver dinheiro após fiasco da Lecar

Por  | 

Compartilhe:
DIvulgação/Lecar
DIvulgação/Lecar

O empresário Flavio Figueiredo Assis, que gosta de ser chamado de "Elon Musk brasileiro", sofreu mais um duro golpe nessa semana. Agora, o fundador da Lecar, marca que nasceu com a promessa de democratizar o acesso do brasileiro aos carros eletrificados baratos, viu ficar ainda mais longe o sonho de transformar a sua empresa em uma nova opção para o consumidor nacional.

O Ministério da Fazenda e o Ministério Público Federal deram um novo passo na investigação aberta em cima do sistema batizado como Compra Programada que, de acordo com "Musk", permitiria aos clientes comprar o Lecar 459 em até 72 vezes sem juros. Após indícios de fraude e pirâmide financeira terem sido detectados, o martelo foi batido.

De acordo com a Justiça, a Lecar não tinha autorização legal para operar consórcios ou vendas antecipadas. Relatórios apontaram práticas como cobrança de taxa de adesão para revendedores, uso de gatilhos de urgência e dependência da entrada de novos pagantes para sustentar o fluxo de caixa. Assim, foi determinado que o dinheiro arrecadado pelo empresário fosse devolvido de forma imediata aos clientes.

Canaltech
O Canaltech está no WhatsApp!Entre no canal e acompanhe notícias e dicas de tecnologia
Continua após a publicidade

"Musk brasileiro" diz que já devolveu dinheiro e lamenta

Segundo o “Musk brasileiro”, 90% dos clientes já receberam reembolso das reservas pagas de forma antecipada. Ele não esclareceu se a devolução foi motivada por pedidos dos consumidores ou decisão interna da empresa. Em sua defesa, Assis negou irregularidades e afirmou que sempre foi transparente sobre a ausência de instalações industriais e de um produto finalizado. A Lecar também declarou em nota que não recebeu notificações oficiais e que nenhum cliente registrou prejuízo financeiro até o momento.

A crise também afetou os planos de expansão internacional. A Lecar negociava com a chinesa Dongfeng para importar o hatch elétrico Nammi 01, que seria rebatizado como Lecar Pop no Brasil. O acordo, porém, foi cancelado após a repercussão negativa das investigações. A montadora chinesa classificou os contatos como preliminares e decidiu não avançar, enquanto o “Musk brasileiro” admitiu que a perda de confiança foi determinante para o recuo.

Se você está meio perdido em relação a tudo o que aconteceu envolvendo a Lecar e o "Musk brasileiro", talvez seja interessante relembrar o "fiasco" protagonizado pelo empresário na última edição do Salão do Automóvel de São Paulo.