Lincoln Town Car | Conheça o sedan luxuoso que era xodó de Silvio Santos
Por Paulo Amaral • Editado por Jones Oliveira |

Silvio Santos, ícone da TV brasileira, morreu no último sábado (17), aos 93 anos. O que talvez muita gente não saiba é que o empresário de sucesso também era um apaixonado por carros e tinha uma coleção de respeito, com modelos da Chevrolet (Opala e Camaro), Volkswagen (Passat), Honda (Accord) e mais. O xodó, porém, era o Lincoln Town Car.
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O luxuoso sedan foi fabricado pela Ford entre 1980 e 2011 e, durante as mais de três décadas que ficou em linha, teve algumas séries especiais. O exemplar que o “Homem do Baú” tanto gostava se encaixa justamente nesse perfil, pois era de uma série limitada, a Jack Nicklaus Signature Series.
O modelo que conquistou o coração de Silvio Santos foi fabricado em 1993, tinha a carroceria na cor branca e o teto preto, além de uma grade dianteira clássica, ao melhor estilo Rolls-Royce.
O Lincoln Town Car foi projetado pela Ford para se tornar rival do Oldsmobile e, principalmente, do Cadillac, modelo da General Motors. O slogan à época do lançamento, aliás, não deixava dúvidas: “Lincoln: como um carro de luxo deve ser”.
Como é o Lincoln de Silvio Santos?
A versão Jack Nicklaus Signature Series, como a do carro que conquistou Silvio Santos, era uma edição especial e comemorativa. Por isso, se posicionou no line-up da marca acima da variante topo de linha, chamada Cartier.
O luxuoso sedan do apresentador ostentava itens exclusivos, como emblemas, teto de lona e som estéreo que, segundo os historiadores, era a paixão de Silvio, que utilizava o sistema para escutar seus K7s de Julio Iglesias.
A série especial foi batizada em homenagem a um dos maiores golfistas de todos os tempos, dono de nada menos que 115 títulos profissionais.
O sedan que conquistou Silvio, claro, chamava a atenção por onde passava, pois era o único exemplar no Brasil e, por isso, todos sabiam quem estava dentro dele.
Luxo e potência juntos
O Lincoln era um carro luxuoso por dentro e por fora. Como os proprietários geralmente eram homens de negócios, ou seja, empresários com bom poder aquisitivo, quem ficava ao volante dificilmente era o dono. Por isso, o eixo traseiro contava com suspensão a ar para tornar o rodar macio para os ocupantes.
O pacote de acessórios contava, entre outros itens, com quadro de instrumentos e ar-condicionado digital, vidros elétricos, tapeçaria e bancos em couro e acabamentos para painéis e portas amadeirados.
O luxuoso e imponente carro de Silvio Santos também não fazia feio no que diz respeito à motorização. O sedan ostentava sob o capô um motor V8 de 4.6 litros e 210 cv de potência, com 35,9 kgf/m de torque.
O câmbio era automático, de 4 velocidades, com alavanca fixada na coluna de direção, como manda a lei para os bons e velhos clássicos da indústria automobilística estadunidense. A tração desse verdadeiro ícone, claro, era traseira, algo raro nos carros de hoje.
Não à toa, foi o companheiro inseparável do apresentador até 2008, ano em que, por opção do próprio Silvio, passou a ficar permanentemente estacionado no hall de entrada do SBT, local em que é apreciado por todos os que chegam à emissora.