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"Invasão"? Brasil não é nem top 3 em importação de carros da China

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Divulgação/BYD
Divulgação/BYD

A China continua liderando a exportação de carros no mundo. De acordo com dados do China Passenger Car Association (CPCA), o país enviou 8,32 milhões de carros a outros países em 2025, o que representa o expressivo salto de 30% em comparação com 2024. E, embora a presença dos carros chineses no mercado brasileiro continue crescendo, nosso país não é o principal comprador.

Na verdade, uma das maiores surpresas do relatório foi a mudança no topo da lista de compradores: o México ultrapassou a Rússia e tornou-se o principal destino dos veículos fabricados em solo chinês. 

Já o Brasil segue com papel de destaque no cenário, mas fica na quinta posição do ranking mundial — as demais são ocupadas pelo Reino Unido e Emirados Árabes. Portanto, o ranking indica que os veículos produzidos no país continua ganhando espaço mundial inclusive nos mercados tradicionalmente dominados pelas montadoras europeias e norte-americanas.  

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A força das parcerias e o mercado latino

O sucesso no México não se deve apenas às marcas nativas chinesas, como BYD e MG, mas também à estratégia de gigantes como General Motors, Ford e Kia, que importam carros da China. 

Um exemplo disso é o Chevrolet Aveo: o carro foi um dos mais vendidos no México no ano passado, e é produzido pela joint-venture SAIC-GM-Wuling. Já no mercado brasileiro, o protagonismo fica por conta de modelos como o BYD Song, Dolphin Mini e o Caoa Chery Tiggo, que seguem como os favoritos dos consumidores. 

Os carros a combustão ainda representam a maior fatia individual das exportações, com 43%. Enquanto isso, os carros eletrificados ganham terreno rapidamente: os elétricos puros já respondem por 28% do total exportado, enquanto os híbridos plug-in dobraram seu ritmo de crescimento e já atingem 13% de participação.   

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