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Gigante japonesa pode desistir de carros elétricos após rombo bilionário

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Divulgação/Honda
Divulgação/Honda

Enquanto as marcas chinesas seguem apostando cada vez mais na popularização dos carros elétricos, fabricantes de um outro país, curiosamente também de origem asiática, não parecem convencidos de que a frota do futuro será cada vez mais “verde”.

Depois de a Toyota afirmar categoricamente que não vê a eletrificação total de seus carros como solução para descarbonizar o planeta, agora é a vez da Honda flertar com novos rumos no que diz respeito aos seus próximos passos no mercado automotivo.

O último relatório apresentado pela fabricante japonesa constatou que a aposta nos carros elétricos não trouxe o retorno esperado. Por isso, uma mudanças radical está sendo preparada.

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Segundo os dados divulgados, a Honda registrou prejuízo de R$ 27 bilhões em 2025, graças às baixas contábeis, projetos cancelados e vendas aquém do esperado de seus modelos elétricos.

Por que a Honda fracassou no segmento elétrico?

O rombo bilionário nas contas da Honda por causa do mau desempenho dos carros elétricos da marca no mercado tem explicação. Na visão dos analistas de mercado, o fracasso pode ser atribuído a três principais fatores:

  1. Dependência da GM: a Honda lançou apenas dois modelos elétricos nos Estados Unidos, Prologue e Acura ZDX, ambos derivados do Chevrolet Blazer EV, mas sem o mesmo sucesso do carro elétrico “original”;
  2. Baixa competitividade: lançar poucos modelos acabou afetando a marca na disputa com BYD, Tesla e outras fabricantes que têm um leque amplo de opções.
  3. Falta de identidade: a “dependência” da GM acabou gerando um outro ponto negativo para a Honda fracassar no segmento de elétricos, que é a falta de identidade dos carros lançados pela marca.

Para dar a volta por cima e não desistir definitivamente dos carros elétricosa Honda anunciou uma revisão completa de sua estratégia para o segmento. A montadora informou que pretende reduzir a dependência de parceiros externos e investir em plataformas próprias, buscando recuperar competitividade e credibilidade no mercado.

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