Estudo revela mudança profunda no mercado de carros no Brasil
Por Danielle Cassita |

As montadoras chinesas continuam consolidando sua presença no Brasil, e inclusive devem dobrar sua participação de mercado nos próximos seis anos. É o que projeta um estudo da Bright Consulting, encomendado pela Abeifa e divulgado recentemente: segundo os resultados, a fatia dessas marcas nas vendas nacionais saltará dos atuais 10% para 18% até 2030.
- 3 marcas chinesas que podem chegar ao Brasil em 2026
- Fim das maçanetas elétricas na China pode mudar carros no Brasil?
Atualmente, o topo do ranking ainda está sob o domínio de gigantes como Stellantis e Volkswagen, mas o avanço asiático deixou de ser um fenômeno de nicho. Na verdade, especialistas já apontam que o Brasil segue uma tendência global de "sistematização" da China no setor automotivo, onde o país já detém 25% das vendas mundiais.
O movimento é esperado, se considerarmos a combinação da queda nos custos de produção à maior aceitação dos veículos eletrificados pelo consumidor brasileiro, que adquiriu cerca de 137 mil unidades das associadas da entidade em 2025.
Barreiras de preço e o fator nacionalização
O otimismo é sustentado por um marco econômico histórico. Em 2026, o custo das baterias caiu abaixo de US$ 100 por kWh, ou seja, os carros elétricos e híbridos já alcançam preços mais competitivos em relação àqueles a combustão.
Contudo, o curto prazo impõe desafios. A instituição reforça que os carros importados, principalmente os de luxo, podem encarar estagnação devido às incertezas econômicas, que fazem com que o consumidor de alta renda fique mais receoso para a troca e acabe adiando a renovação. Por isso, a nacionalização da produção tem papel mais significativo — o que se destaca ainda mais com incentivos como o programa Mover.
Leia também: