Estudo comprova eficiência do ADAS contra acidentes, mas faz alerta
Por Paulo Amaral |
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Quem acha que os recursos presentes no sistema ADAS são apenas "confeitaria", ou seja, têm como única utilidade deixar o valor dos carros ainda mais alto, vai ter que repensar seus conceitos. Recentemente, um estudo da Universidade de Queensland, na Austrália, analisou dados de milhares de veículos e comprovou que os sistemas de assistência ao motorista realmente reduzem acidentes de trânsito.
De acordo com os dados compilados, recursos como sensor de ponto cego, alerta de permanência em faixa e frenagem automática de emergência se mostraram os mais eficazes na prevenção de colisões. Os resultados revelaram que as colisões laterais caíram em até 40% em veículos equipados com ADAS, enquanto as colisões frontais foram reduzidas em 21%. Já os acidentes por evasão da faixa oposta tiveram queda de 15%, graças ao uso combinado de controle de cruzeiro adaptativo e assistente de faixa.
Apesar da eficácia, porém, o estudo apontou que muitos motoristas ainda desligam os sistemas de segurança, alegando incômodo com alarmes sonoros e falsos avisos, além de "intromissões indesejadas e excessivas" de certos recursos. Essa prática, porém, acaba comprometendo um pouco o potencial de redução de acidentes e acende o alerta para que haja uma necessidade de maior conscientização.
As tecnologias mais eficazes na prevenção
Segundo os pesquisadores, se todos os motoristas mantivessem esses sistemas ativos, 8 mil acidentes poderiam ser evitados por ano apenas na Austrália. Além disso, o estudo concluiu que 20% das fatalidades seriam prevenidas com o uso correto dos equipamentos.
Entre os recursos avaliados, os que mais se destacaram foram:
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Alerta de limite de velocidade, que reconhece placas e avisa sobre excesso.
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Assistente de permanência em faixa, que corrige desvios involuntários.
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Sensor de ponto cego, que evita colisões em mudanças de faixa.
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Frenagem automática de emergência, que reduz impactos frontais.
O desafio da aceitação dos motoristas
Mesmo com resultados positivos, 60% dos condutores admitem desligar os sistemas. Cerca de 45% alegam que os alarmes falsos são persistentes, enquanto 80% afirmam que aprenderam a usar os recursos por tentativa e erro, sem treinamento adequado.
Isso evidencia que, além de desenvolver tecnologias mais precisas, as montadoras precisam investir em educação e treinamento dos motoristas, mostrando que esses sistemas não são apenas opcionais, mas ferramentas vitais para salvar vidas no trânsito.
O alto número de motoristas que ainda não se rendeu aos benefícios do ADAS, aliás, pode ser explicado por outra pesquisa. Encomendado pela JD Power, o Estudo do Índice de Experiência Tecnológica dos Estados Unidos mostrou que muitos carros "inteligentes" têm tecnologias inúteis. Entenda o porquê dessa conclusão.