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Dirigir com braço na janela pode custar caro; veja o que diz a lei

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Imagem gerada por IA/Grok
Imagem gerada por IA/Grok

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) mantém diretrizes rígidas sobre a postura do condutor para garantir a segurança viária em todo o território nacional. Dirigir o veículo com o braço para fora da janela é uma infração de trânsito prevista no Artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), pois compromete o tempo de reação e a integridade física do motorista.

A medida visa reduzir acidentes causados pela falta de controle total sobre o volante, especialmente em manobras de emergência, que exigem máxima perícia e, portanto, a utilização das duas mãos no volante.

A fiscalização, que antes dependia exclusivamente da abordagem física, agora conta com o auxílio de câmeras de videomonitoramento, facilitando a autuação direta pelos agentes de trânsito, sem a necessidade de interrupção do fluxo.

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O que diz a lei e o Artigo 252 do CTB

De acordo com o texto legal, o condutor não pode dirigir o veículo com apenas uma das mãos, exceto quando houver necessidade de fazer sinais regulamentares de braço, mudar a marcha do veículo ou acionar equipamentos e acessórios do painel. A regra é clara: o braço deve estar no interior do habitáculo.

Com a popularização do ar-condicionado nos veículos modernos, a justificativa histórica de "ventilar o braço" perdeu o sentido prático, restando apenas o foco na mudança de comportamento necessária para a segurança.

A infração é classificada como média, resultando em quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e aplicação de multa. Vale lembrar que, ao atingir um determinado número de pontos, o motorista perde a CNH.

Segundo o regulamento, o único momento permitido para colocar o braço para fora é para realizar sinais manuais de trânsito. Essa exceção é vital para indicar uma conversão ou redução de velocidade caso a sinalização luminosa (seta ou luz de freio) do veículo apresente defeito momentâneo.

Riscos ergonômicos e tempo de reação

Além da questão legal e da possibilidade de autuação por imagem, a ergonomia é um fator determinante para a proibição. Manter o corpo inclinado ou o braço "pendurado" na janela desloca o eixo central do condutor, o que impacta diretamente na dirigibilidade.

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Estudos sobre segurança viária indicam que essa postura inadequada pode atrasar o tempo de reação em até 0,5 segundo. Em situações de alta velocidade ou necessidade de desvio brusco, esse intervalo é suficiente para causar uma colisão que poderia ser evitada se ambas as mãos estivessem no volante.

Como o agente de trânsito agora possui o respaldo do monitoramento remoto, a recomendação é manter a postura padrão. Aliás, por falar em postura padrão, caso tenha dificuldades em descobrir qual é, confira o conteúdo que o CT Auto preparou com 3 dicas para ajustar o banco do carro na posição ideal.