Como a tecnologia nos pedágios fez o dinheiro "sumir" das estradas
Por Danielle Cassita |

Lembra de quando você precisava levar moedas no porta-luvas para os pedágios que ia encontrar ao longo da estrada? Pois é, a tecnologia trouxe fim a este hábito: os pagamentos digitais transformaram a rotina dos motoristas em todo o país, tanto que menos de 7,5% das transações nos pedágios são feitas com dinheiro vivo. Se você imaginou que o espaço das cédulas é agora ocupado por cartões, Pix e pelas tags veiculares, acertou em cheio.
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Essa modernização ganhou um novo impulso com a expansão acelerada do sistema Free Flow, que elimina as tradicionais cabines físicas para dar lugar aos pórticos equipados com câmeras e sensores de leitura.
A vantagem dos novos sistemas não se restringe só à maior fluidez na via — na verdade, o Free Flow e até as tags oferecem também redução nas emissões de poluentes e cobrança proporcional ao trecho percorrido.
Tecnologia nas estradas
Os “pedágios sem cancela” tornaram-se verdadeiros sinônimos de economia, porque oferecem descontos automáticos para motoristas frequentes de algumas praças. Por outro lado, é preciso ter atenção com a forma de pagamento — quem passar pelo Free Flow sem a tag tem que quitar o débito no site da concessionária ou app em até 30 dias.
Quem esquecer o pagamento fica sujeito à multa de R$ 195 e é penalizado também com cinco pontos na CNH. Apesar do sucesso em grandes polos, especialistas apontam que o modelo ainda esbarra na infraestrutura de telecomunicações, já que os apagões de sinal de celular em estradas remotas dificultam a gestão dos pagamentos.
O maior problema é que nem todos os sistemas se comunicam, ou seja, o usuário esbarra em dificuldades na cobrança e no pagamento. “Se não houver interoperabilidade, fica muito complicado. Ninguém quer ter vários apps ou sistemas diferentes pra pagar pedágio”, comentou Petrus Moreira, diretor de marketing da Move Mais.