Carros da Fórmula 1 usarão gasolina “feita de lixo”; saiba mais
Por Paulo Amaral |

A Fórmula 1, categoria mais rica do Automobilismo mundial, vai recorrer ao lixo para se tornar amiga do meio-ambiente em 2026 e, assim, dar sequência ao plano de descarbonização dos motores a partir desta temporada. Não entendeu? O CT Auto explica.
O regulamento técnico da FIA, Federação Internacional de Automobilismo, determinou que a Fórmula 1 passe a adotar uma gasolina 100% sustentável em 2026. Ela será produzida a partir de resíduos, biomassa e carbono capturado da atmosfera para, dessa forma, ajudar a categoria nos planos de reduzir drasticamente as emissões de carbono e alcançar a meta de neutralidade climática até 2030.
Para a ideia sair do papel e se tornar realidade, a missão é clara: em vez de utilizar gasolina derivada do petróleo, os carros passarão a rodar com um combustível sintético desenvolvido para manter o mesmo desempenho nas pistas, mas com menor impacto ambiental ao longo de seu ciclo de produção.
Como a Fórmula 1 vai transformar lixo em combustível sustentável?
O novo combustível da Fórmula 1, que terá lixo na composição, será produzido a partir de materiais que normalmente seriam descartados, como resíduos orgânicos e outras fontes renováveis.
Segundo os engenheiros, esses insumos passam por processos químicos avançados, que permitem gerar hidrocarbonetos sintéticos com características semelhantes às da gasolina de alta octanagem usada atualmente nos carros da categoria.
Parte da tecnologia envolve a captura de dióxido de carbono da atmosfera ou de processos industriais. Esse carbono é combinado com hidrogênio obtido por meio de fontes renováveis, como energia solar ou eólica. Isso acaba resultando em um combustível sintético conhecido como e-fuel.
A ideia dos engenheiros é que, mesmo com as mudanças, o rendimento dos carros siga igual. Assim, os fãs não perceberiam a perda de potência ou velocidade. A adoção de um combustível sustentável, ao que parece, é um caminho sem volta para a Fórmula 1 reforçar seu papel histórico junto à descarbonização.
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