Carro híbrido polui menos? Emissões podem não ser como você imagina, diz estudo
Por Danielle Cassita |

Parece que a eletrificação não é o único caminho para reduzir as emissões de poluentes na atmosfera. Segundo um estudo do International Council on Clean Transportation (ICCT), com base nos critérios do programa federal MOVER, o impacto ambiental dos carros eletrificados no Brasil varia, e muito, de acordo com a tecnologia utilizada.
- Quem polui mais: híbrido ou combustão? Pesquisa pode te decepcionar
- Por que o Japão vai na contramão do mundo e ignora o carro elétrico?
Os dados mostraram que, por um lado, os carros elétricos a bateria realmente são responsáveis por quantidade bem menor de emissões. Por outro, os híbridos têm ganhos significativos de acordo com o sistema e combustível usado.
Para o estudo, a equipe comparou as emissões de CO₂ no ciclo "poço a roda", que explora o impacto ambiental de determinado combustível. Eles descobriram que os totalmente elétricos têm um novo patamar de sustentabilidade, mas os híbridos entregam resultados que dependem diretamente do combustível e do hábito do motorista.
Poluição dos carros
De acordo com o levantamento, os veículos movidos exclusivamente a bateria registram uma média de apenas 13 g de CO₂ por quilômetro, beneficiando-se da matriz energética do país. Em contrapartida, as versões híbridas leves chegam a emitir até 228 g/km nas versões a diesel; aquelas a gasolina têm emissões médias de 177 g CO2/km.
Finalmente, os híbridos plug-in (PHEV) se mostram como alternativas intermediárias mais eficientes, oferecendo redução de quase 28% em comparação com os carros flex tradicionais. No entanto, o estudo alerta que esse benefício ambiental é condicional: para atingir esses números, o proprietário precisa recarregar o veículo com frequência. Caso opere prioritariamente no modo combustão, a vantagem ecológica é reduzida.