Carro elétrico e híbrido na enchente: o que dizem as marcas?
Por Danielle Cassita |

Quem dirige pelas ruas brasileiras precisa redobrar a atenção, já que estamos na época das fortes chuvas de verão e muitos motoristas precisam atravessar áreas alagadas. E, afinal, será que é seguro passar por vias cheias de água com carros elétricos? A resposta mais adequada é “depende”, mas a boa notícia é que muitas das recomendações se aplicam a todas as marcas.
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Os carros a combustão têm alguma proteção contra o excesso de água, e não é (tão) diferente com os elétricos e híbridos. O problema é que as recomendações variam de acordo com a fabricante do veículo. As baterias destes carros são protegidas por isolamento rigoroso, mas montadoras como BYD e GWM reforçam: a proteção contra umidade não é ilimitada e, na verdade, muda de acordo com a profundidade da água e o tempo de exposição.
Como regra geral, o ideal é evitar áreas inundadas sempre que possível; se não houver outro caminho, é importante manter a água abaixo do assoalho. Além disso, também se deve evitar transitar por essas vias a mais de 10 km/h.
Carro elétrico na enchente
A maioria das montadoras estabelece que a profundidade máxima para travessia deve ficar entre 20 cm e 30 cm, ou até o meio das rodas. Durante a transposição, a velocidade deve ser de até 10 km/h para evitar marolas que alcancem componentes sensíveis. Marcas como GAC e Geely reforçam que o ar-condicionado deve ser desligado para evitar danos adicionais ao sistema.
Claro, um contato rápido com a água não deve causar problemas imediatos para o funcionamento de algum componente elétrico. Isso muda no caso de imersão de mais de uma hora: se as baterias forem expostas à água por esse período ou mais, podem acabar contaminadas.
Por isso, a BYD recomenda que os motoristas dos seus carros não rodem por vias em que a água fique acima da borda das rodas; se a água atingir o assoalho do veículo, é preciso levá-lo a uma concessionária. A GWM, por sua vez, não recomenda o trânsito por vias em que a água fique acima da metade das rodas — e vale atenção redobrada com os híbridos, já que o motor pode aspirar a água.
Já a JAC indica não passar por áreas que tenham água com mais de 20 cm de profundidade, limite estabelecido pelo risco de flutuabilidade dos veículos. Enquanto isso, a GAC reforça que o compartimento da bateria não deve ser submerso em hipótese alguma; se necessário, o condutor não deve passar por áreas em que a água esteja mais que 20 cm acima das rodas.
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Fonte: MotorShow