Brasil deve ter 40 mil veículos elétricos até 2020

Por Redação | 12 de Junho de 2017 às 18h00

A Perkons, companhia de soluções inteligentes para segurança no trânsito, ouviu especialistas para entender a participação das novas tecnologias para carros no cenário brasileiro. De acordo com o Denatran, há mais de 93 milhões de veículos circulando por todo o território nacional. Como se o número não fosse suficiente, a previsão é de que até 2050 a frota atinja a marca dos 130 milhões (apenas para veículos individuais e comerciais leves).

Claro que o crescimento não vem sem consequências. Além dos grandes congestionamentos, há a emissão de milhões de toneladas de gases de efeito estufa. Pensando em amenizar toda a problemática, uma das grandes tendências mundiais para a mobilidade é a tríade "elétricos, conectados e compartilhados", segundo a União Internacional dos Transportes Públicos (UITP).

Infelizmente, 95% do transporte mundial continua sendo movido por combustíveis fósseis, mas a expectativa é de que o cenário passe por transformações em breve. Segundo relatório do projeto Zero Emission Urban Bus System (ZeEUS), entre 2018 e 2020 as empresas de transporte público da Europa deverão alcançar a consolidação no mercado de ônibus elétricos. Além disso, a Agência Internacional de Energia prevê que esses veículos representarão 15% da frota mundial em 2030.

Mas como será que está a situação no Brasil? Por enquanto o acesso aos veículos elétricos tem sido mais tímido que nos países desenvolvidos, porém, para o presidente executivo da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Ricardo Guggisberg, a tecnologia está ganhando espaço pouco a pouco. Entre 2010 e 2016, foram comercializados cerca de 3800 veículos de passeio elétricos no Brasil, mas o número deve aumentar dentro dos próximos anos. “A expectativa é que de 30 mil a 40 mil veículos verdes circulem no Brasil em 2020, o que continua a ser um número baixo, pois alguns especialistas projetam, para o mesmo ano, um total de 20 milhões de carros elétricos circulando no mundo”, disse Guggisberg.

Um dos principais apelos para a popularização dos elétricos é a economia, que pode ser de até 84% nos gastos com combustível. Apesar disso, especialistas acreditam que o número de fabricantes ainda é baixo. Para Ronaldo Balassiano, PhD em engenharia de transportes, os preços praticados acabam impedindo a compra por parte dos brasileiros. “Mesmo que critiquem a baixa autonomia dos elétricos, que precisam de postos para recarga de bateria, o que pesa na decisão final do consumidor continua a ser o preço, que, no Brasil, chega a ser de duas a três vezes maior em comparação a um modelo similar a combustão”, declarou.

Além dos carros elétricos, outra tecnologia que deve cair no gosto do público em breve será a dos veículos autônomos baseados no conceito de car sharing (compartilhamento de carros). Como esse tipo de veículo dispensa a presença de um motorista, a previsão é de que o inchaço da frota veicular seja reduzido. “Os elétricos podem não acabar com os engarrafamentos, mas os autônomos sim. Além disso, eles garantem a segurança ao eliminar o risco de colisões por meio de dispositivos que controlam a velocidade nas vias”, completou. Apesar disso, a popularização dos carros de auto-condução ainda está longe de se tornar realidade, pelo menos no Brasil. “Os elétricos já estão sendo aperfeiçoados e hoje, em termos de tecnologia, qualquer montadora pode lançar seu modelo. Já os autônomos estão em fase de testes”, finalizou o executivo.

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.