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Até funcionários desconfiam: o que a Tesla não conta sobre seu sistema autônomo

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Casa Branca/Milan Csizmadia/Unsplash
Casa Branca/Milan Csizmadia/Unsplash

A Tesla sempre defendeu que seu sistema de condução autônoma seria mais seguro do que motoristas humanos, mas, ao que parece, a realidade é bem diferente. Elon Musk, CEO da montadora, chegou a afirmar que o Full Self-Driving (FSD) poderia ser até dez vezes mais confiável, algo que nem mesmo os próprios funcionários do bilionário parecem acreditar fielmente.

Uma investigação da Reuters mostrou que os números divulgados pela empresa podem estar distorcidos e não reflitam a realidade. Segundo o levantamento, a Tesla comparava acidentes que acionaram airbags com estatísticas federais de colisões que exigem guincho, o que inflou os resultados.

Pesquisadores independentes afirmam que, quando ajustados corretamente, os dados mostram uma diferença bem menor. Outro ponto crítico é a confiança dos próprios ex-funcionários. Sete de nove rentrevistados disseram que não confiariam em carros com o Full Self-Driving. Eles relataram falhas recorrentes, como dificuldade em lidar com veículos de emergência, motociclistas e obras nas estradas.

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Tesla mapeou locais antes de lançar robotáxis

A investigação também revelou que, apesar das declarações de Musk, a Tesla realizou mapeamentos locais antes de lançar testes de robotáxis em cidades como Austin e Palo Alto. Isso contradiz completamente a narrativa de que o sistema da marca "não depende desse tipo de preparação".

Aliás, contradições não são novidade quando o assunto em pauta diz respeito aos carros da Tesla. Quem não se recorda da época do lançamento da polêmica Tesla Cybertruck? Elon Musk fez uma série de promessas que, simplesmente, não foram cumpridas.

Fonte: Reuters