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A chave do seu carro é mais perigosa do que você imagina

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Ivan Kazlouskij/Unsplash
Ivan Kazlouskij/Unsplash

As chaves eletrônicas se tornaram padrão na indústria automotiva e, exceto nos carros de entrada, se tornaram padrão entre as montadoras. As mais modernas oferecem praticidade, permitindo destravar portas, abrir o porta-malas e até dar partida no motor sem precisar tirar o dispositivo do bolso. No entanto, essa tecnologia avançada trouxe também novos riscos: criminosos têm explorado pontos vulneráveis para acessar o sistema e ter acesso ao carro para furtos e até roubos.

O problema "oculto" está na comunicação sem fio entre a chave e o carro. O sistema, baseado em sinais de rádio, pode ser interceptado por equipamentos relativamente simples, vendidos livremente em e-commerces, principalmente fora do Brasil. Com isso, ladrões conseguem replicar o sinal da chave e "enganar" o comando dado, liberando portas e acionando o motor sem esforço.

Esse tipo de golpe, conhecido como “relay attack”, já foi registrado em diversos países, inclusive no Brasil, e preocupa especialistas em segurança. Modelos de diferentes marcas, de compactos a SUVs de luxo, utilizam tecnologias semelhantes, o que aumenta a exposição. Casos envolvendo veículos da BMW, Mercedes-Benz e Toyota já foram relatados, mostrando que nem carros de alto padrão escapam da vulnerabilidade.

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Outros perigos e formas de proteção

Outro risco pouco comentado é o roubo de dados pessoais. Algumas chaves inteligentes armazenam informações sobre o veículo e até sobre hábitos de uso, o que pode ser explorado em ataques digitais.

Além disso, há relatos de criminosos que utilizam bloqueadores de sinal para impedir que o carro seja trancado, aproveitando-se que a porta fica aberta e também da distração do motorista para realizar o furto.

Para se proteger, especialistas sugerem medidas práticas e acessíveis:

  1. Usar capas ou bolsas com proteção contra radiofrequência (capa Faraday) para bloquear o sinal da chave;
  2. Envolver a chave em papel alumínio como solução caseira para reduzir a emissão de ondas;
  3. Desativar funções de proximidade quando possível, evitando que o carro abra automaticamente ao detectar a chave;
  4. Manter sistemas de rastreamento ativos, garantindo maior chance de recuperação em caso de roubo;
  5. Guardar a chave longe da porta de casa ou de locais de fácil acesso, dificultando a captura do sinal por criminosos.