5 coisas que fazem seu carro gastar mais, mas não parecem
Por Danielle Cassita |

Nem mesmo os experientes escapam de ter prejuízos com o carro — e o pior é que, muitas vezes, a manutenção sai cara pela falta de cuidados básicos ou simplesmente por falta de informação. Pode até parecer que não há problemas em adiar cuidados básicos com o veículo, mas não se engane: o “barato” pode sair caro. E muito.
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Pensando em te ajudar a evitar problemas deste tipo, o CT Auto listou alguns vacilos que, à primeira vista, aparentam ser inofensivos, mas que podem render gastos bem altos com o carro, bem como maior consumo de combustível.
Veja abaixo:
1. Câmbio automático também precisa de manutenção
Nem todos os motoristas sabem, mas o óleo do câmbio automático precisa, sim, ser trocado. Alguns carros não trazem a recomendação, ou seja, é como se o composto durasse por toda a vida útil do veículo, mas não é bem assim.
Essa troca tem prazos específicos para ser feita — para descobrir o do seu carro, é só consultar o manual. O procedimento não costuma sair caro e inclusive pode ser antecipado.
2. Condução agressiva e marcha errada
Você curte dar arrancadas fortes com o carro e freadas intensas? Se sim, saiba que estas práticas são grandes inimigas da economia de combustível, porque forçam mais o motor e, consequentemente, desperdiçam energia.
Outro problema é manter o carro em rotações altas sem necessidade. Assim, a dica é usar a marcha adequada a cada velocidade para aproveitar ao máximo o torque do motor.
3. Origem do combustível
Abastecer em postos com preços muito abaixo da média pode ser um tiro no pé. Gasolina "batizada" com solvente ou etanol adulterado com água comprometem, e muito, o estado do motor e dos seus componentes.
O solvente danifica dutos, vedações e peças emborrachadas, enquanto o excesso de água no etanol acelera a corrosão. Resultado: perda de performance do carro e maior consumo do combustível. Para evitar problemas, a dica é priorizar postos conhecidos.
4. Não amaciar motor novo
Apesar dos avanços tecnológicos, a maioria dos fabricantes ainda recomenda no manual não abusar do acelerador nos primeiros quilômetros — vale manter o cuidado até rodar os primeiros 1.000 km, em média.
Este período de “amaciar o motor” ajuda as superfícies metálicas internas, que têm variações no relevo, a se ajustarem e atingirem o nível ideal de operação. Assim, o amaciamento é uma forma de não exigir tanto do motor até seus componentes em condições mais adequadas.
5. Rodar com o motor frio
Quilometragem baixa nem sempre é sinônimo de motor novo e em bom estado, tanto que o motor precisa atingir a temperatura ideal para que os componentes internos se expandam e o óleo alcance a lubrificação adequada.
Usar o carro em deslocamentos curtos demais para o motor ficar à temperatura adequada aceleram o desgaste e, claro, aumentam o consumo de combustível. Vale ter cuidado redobrado com aqueles abastecidos a etanol, já que nestes casos o motor frio potencializa a contaminação do óleo por resíduos de água.
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