Jornada Empreendedora: conheça as iniciativas da Microsoft para startups

Por Stephanie Kohn | 03 de Julho de 2018 às 07h00
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Há 16 anos a Microsoft organiza a Imagine Cup, uma competição mundial de tecnologia que transforma projetos acadêmicos em startups. Mas, apesar da popularidade do programa, esta é apenas uma das diversas iniciativas que a companhia promove para impulsionar o mercado de TI e suas próprias ferramentas e serviços.

O Canaltech foi até o MTC, o Microsoft Technology Center, em São Paulo, e conversou com Rodrigo Dias, gerente de Programas Acadêmicos e Startups da Microsoft Brasil, e Franklin Luzes, COO da Microsoft Participações, para conhecer todo o ecossistema que atende crianças até startups com potencial de investimento de até R$ 3 milhões.

De acordo com Rodrigo, as ações da companhia iniciam com crianças e adolescentes, de 10 a 15 anos, que estão começando a ter contato com a tecnologia e desenvolvimento de código. Eles usam materiais lúdicos em conjunto com ONGs e outras empresas para ajudar educadores e estudantes a se conectarem com o mundo da TI.

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Já no Ensino Superior as iniciativas ganham mais força oferecendo benefício para estudantes, professores e as instituições de ensino. Nesta fase, a Microsoft atua em três pilares: acesso ao conhecimento por meio de eventos e ações online, como a Microsoft Virtual Academy, uma plataforma que ensina melhores práticas das ferramentas proprietárias; acesso ao portfólio de produtos da empresa através da plataforma Microsoft Imagine e, por fim, reconhecimento e exposição, etapa em que a Imagine Cup entra em ação.

“Temos casos como a parceria da Unicamp em que a Microsoft está em contato direto, há dois anos, com o departamento de Ciência da Computação da universidade. Eles acabaram de lançar um curso de extensão de Data Mining, 100% baseado no Azure. Já na parte de exposição, a Imagine Cup é uma vitrine para que os estudantes consigam expor todos os projetos de produção acadêmica pro mercado. É a principal fonte de relações públicas hoje e atrai bastante atenção da mídia”, disse.

O gerente comentou que atualmente os projetos da Imagine Cup estão mais maduros, pois os estudantes estão muito mais preparados e chegam à competição com a startup praticamente pronta. Eles têm sofisticação técnica e noção de mercado, falam de competidores e até precificação. Por conta disso, 40% dos finalistas da Imagine Cup se tornam startups no primeiro ano e, a partir daí, podem contar com outras ações da Microsoft neste sentido.

“Hoje a maior dificuldade do país é transformar produção acadêmica em patente e negócios. E nós ajudamos com esse programa a formatar a ideia para que ganhe fluxo de negócio e exposição”, ressaltou. “A Jornadas Empreendedora, assim como o nome sugere, termina nas ações em que o Franklin lidera com o fundo de investimento”, completou.

A última etapa da jornada é talvez uma das mais importantes. Segundo Fraklin, a mola propulsora da startup é o capital para crescimento e sobrevivência. No Brasil existe uma lacuna nessa fase. Hoje existem muitas aceleradoras, incubadoras e investidores-anjo, mas não há muitas empresas dispostas a oferecer um investimento mais robusto, acima de R$ 500 mil.

“Aceleradoras costumam aportar R$ 200 mil, anjos de R$ 50 a R$ 100 mil, mas para as startups evitarem o chamado ‘Vale da Morte’ é necessário uma injeção bem maior de dinheiro, que varia de R$ 500 mil a R$ 3 milhões. Engana-se quem pensa que as empresas fecham na fase da ideia. Elas acabam na hora do investimento mais potente”, explicou.

Atentos a esse espaço, a empresa criou um fundo de investimento público e nacional, chamado de BR Startups, que aceita startups com, no mínimo, dois sócios, sendo um da área técnica, atuando como CTO, e outro de marketing e/ou vendas, trabalhando como CEO. As startups ainda precisam ter um faturamento mínimo de R$ 5 mil por mês e estar dentro de uma das temáticas propostas: insuretechs (seguros), fintechs (finanças) e agritechs (agronegócios).

“Além do capital, nós fazemos a conexão com o mercado. Fazem parte do fundo empresas de grande porte em setores estratégicos, como o Banco do Brasil, Monsanto, Banco Votorantim, Grupo Algar, Qualcomm e AgeRio, que fomenta negócios no estado do Rio de Janeiro”, contou.

O fundo também oferece acesso às ferramentas Microsoft e aos engenheiros da companhia. A ideia é que o time de engenheiros ajudem as startups a resolverem problemas e a adotarem as mais recentes tecnologias do mercado. Para isso, um hackfest, um dia inteiro de trabalhos com os especialistas, é periodicamente realizado com as startups do fundo.

“No futuro, essas startups crescem e recebem investimentos série A (acima de R$ 3 milhões) de outros grupos. A ideia é que eventualmente sejam vendidas. Obviamente todas as empresas que participam do fundo são compradoras em potencial, mas isso não é obrigatório, pois não temos exclusividade. Como somos um fundo financeiro, se a startup for vendida, recebemos o retorno financeiro do nosso projeto", disse.

Desde sua criação, em 2014, o fundo captou R$ 27 milhões. Em 2017, investiu nas empresas TBIT (agritech), QueroQuitar (fintech) e Car10 (insurtech) após analisar mais de 250 oportunidades. Os investimentos foram de R$ 1 milhão, R$ 1 milhão e R$ 2 milhões, respectivamente.

"Estamos contribuindo significantemente com o desenvolvimento financeiro do país, resolvendo problemas, gerando emprego e impacto positivo nos negócios”, finalizou Franklin.

Para saber mais sobre os projetos, acesse o site da Microsoft.

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