Desenvolvedores são os mais bem pagos do mundo tech

Por Stephanie Kohn | 30 de Maio de 2018 às 14h27

No Brasil, embora os profissionais de tecnologia tenham salários acima da média, não significa que todas as atividades do setor ofereçam remunerações na mesma faixa ou que todas as regiões do Brasil paguem igual. Um levantamento feito pela Revelo, plataforma que conecta profissionais de tecnologia a empresas, mostra que a diferença salarial das quatro principais carreiras procuradas atualmente chega até R$ 1,9 mil.

Segundo o estudo, que analisou dados relacionados a nove mil ofertas de empregos e 100 mil candidatos registrados na plataforma no ano de 2017, os Desenvolvedores são os campeões no quesito salário, com a média nacional de R$ 6.452 por mês. Logo atrás estão os profissionais de Business Intelligence, com média salarial de R$ 6.241, seguidos dos Designers de UX/UI, com remuneração de R$ 5.466, e, no fim da fila, o pessoal do Marketing Digital, com honorários de R$ 4.588.

Vale lembrar que trata-se de uma média e, portanto, nem todas as regiões do país estão dispostas a pagar o mesmo valor aos profissionais. No caso dos Desenvolvedores, São Paulo é a cidade que mais valoriza esse grupo, oferecendo em média R$ 6.721, enquanto outras localidades só chegam a média de R$ 5.528.

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Mas, engana-se quem acredita que isso acontece com todas as carreiras. Os Designers UX/UI são mais valorizados no Rio de Janeiro, com salários que chegam a R$ 6.045, assim como os profissionais de Marketing Digital, que ganham, em média, R$ 5.193 na capital carioca. Já os especialistas em Business Intelligence são mais bem cotados em Belo Horizonte, com média salarial de R$ 7.250 - valor bem acima da média nacional.

O motivo desta discrepância é simples: BH é um dos polos brasileiros de tecnologia e, por isso, a cidade tem maior densidade de empresas e empreendedores do setor. O único laboratório de engenharia do Google da América Latina está na cidade, por exemplo. A capital mineira ainda abriga mais de 200 startups, duas universidades de tecnologia, um parque tecnológico e centros de engenharia de grandes empresas como Accenture e Embraer.

“Empresas grandes pagam mais e consequentemente têm profissionais mais qualificados, mas isso não significa que empresas menores não terão bons profissionais. Uma das grandes descobertas do estudo foi em relação as ofertas. Em 61% das contratações, os candidatos não optaram pela vaga com o maior salário”, comentou Lachlan de Crespigny, cofundador da empresa, em entrevista ao Canaltech.

De acordo com ele, isso ocorre pois na área de tecnologia, os profissionais costumam avaliar outros quesitos, como impacto da tecnologia na vida dos usuários, flexibilidade de horário, localização, equipe e capacidade de aprendizado. O estudo mostra que 6,2% dos candidatos recusam vagas nas empresas grandes em virtude do salário, 7,6% nas médias, e cerca de 8% nas pequenas. A pequena diferença sugeriu a Revelo outra compreensão a respeito do mercado: companhias menos competitivas conseguem persuadir novos funcionários pelo plano de carreira.

“Desenvolvemos este estudo para aproximar as empresas mais inovadoras aos melhores profissionais do mercado. Unir o profissional certo para a vaga aumenta projeções de crescimento e vendas. Os insights do estudo podem ajudar as empresas a pensar em melhores planos de carreira”, finalizou o cofundador.

O levantamento ainda traz dados sobre variações salariais por especialização, linguagens de programação e senioridade. Leia o estudo completo.

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