Gartner: quatro previsões para o futuro da TI e dos CIOs

Por Redação | 12 de Novembro de 2012 às 08h00

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Gartner Inc, as mudanças no formato da TI estão fazendo com que os CIOs de empresas questionem seus papéis, bem como a função que irão desempenhar. Enquanto o mundo dos negócios enfrenta uma incerteza econômica global, constantes modificações na dinâmica de mercado e divergências culturais criadas pela inovação tecnológica, suas diversas partes requerem diferentes maneiras de interagir com a TI.

"Estamos testemunhando o surgimento de uma nova geração de CIOs, que visa não apenas 'executar' a TI, mas também garantir que os negócios atinjam valores estratégicos a partir do uso da tecnologia", disse John Mahoney, vice-presidente e analista do Gartner. "Embora este não seja um plano de desenvolvimento inteiramente novo, a necessidade desta modificação é crescente, e um ponto de inflexão será atingido nos próximos cinco anos", completa Mahoney.

Os analistas do Gartner discutiram no Gartner Symposium / ITxpo 2012 (conferência que ocorreu nesta última semana, até o dia 8 de novembro, em Barcelona) os futuros cenários da tecnologia da informação e suas implicações para os CIOs, e identificou quatro futuros dominantes para a TI em uma organização. Eles não são mutualmente exclusivos e podem ocorrer em combinação:

TI como um provedor global de serviços

Neste cenário, a organização de TI é uma unidade de serviço compartilhado expandida e integrada, que funciona como um negócio, oferecendo serviços de TI e processos de negócios de uma empresa. É praticamente ou totalmente centralizada, concentra-se em áreas de negócio e valor de negócio, adota uma perspectiva de marketing, capitaliza em sua posição interna e fornece serviços competitivos.

TI como 'Engine Room'

Neste cenário, recursos de TI são entregues rapidamente ao mercado a preços competitivos. A organização de TI consegue cumprir seus objetivos por constante monitoramento de tecnologia e desenvolvimento de mercado. Além disso, toda a expertise deste cenário é construída com base na otimização de ativos de TI, terceirizando e gerenciando fornecedores, bem como realizando gestão financeira de TI.

A 'Engine Room' (em tradução livre, casa das máquinas) oferece constantes melhorias de custo, procurando novas formas de entregar os mesmos recursos de TI por menos, e é altamente sensível às necessidades empresariais em constante mudança.

TI "é" o negócio

Neste cenário, a informação é produto explícito do negócio ou, pelo menos, é inseparável de seu produto. O negócio está estruturado em torno de fluxo de informação (e não de processo ou função) e a organização de TI se inova dentro da cadeia de valor, em vez de apenas ativar os serviços de apoio encontrados em todos os negócios.

TI para todos

Neste cenário, os líderes de negócios e os contribuidores individuais utilizam informação e tecnologia de maneira agressiva, para quebrar as barreiras dos negócios tradicionais e utilizar de colaboração ambiciosa. O foco é a informação, e não a tecnologia. Empresas altamente maduras abraçam este modelo divergente devido a seu potencial altamente colaborativo e inovador.

Enquanto os tradicionalistas possam enxergar certo grau de anarquia neste tipo de abordagem, outros encontram uma excelente forma de criatividade liberada. Por essa razão, este modelo funciona em situações não tradicionais, como em empresas dinâmicas, startups e R&D ou joint ventures.

O Gartner disse que estes novos CIOs irão desempenhar um importante papel na identificação do futuro de uma empresa de TI, e que devem garantir que stakeholders seniores de TI estejam envolvidos e interessados no processo desde o início.

Estes CIOs serão, portanto, capazes de identificar como seus papéis irão se alterar, para começar a traçar novos planos e um novo roteiro pessoal.

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