Hands-on: 'brincamos' com o Surface RT na Campus Party; veja o que achamos

Por Pedro Cipoli

Na Campus Party deste ano tivemos a oportunidade de brincar um pouco com o Surface RT da Microsoft e mostrar o que achamos, já que há muita expectativa de quando ele virá ao Brasil. A primeira coisa que chama a atenção é a tela de 10,6 polegadas e resolução 1366x768, dando uma densidade de pixels bastante agradável aos olhos, além de ter o aspecto 16:9, ideal para assistir filmes em alta resolução.

O sistema é bastante fluido, proporcionado por um SoC NVIDIA Tegra 3 quad-core e 2 GB de memória RAM combinados com um SSD de 64 GB. Tudo isso proporciona transições de tela rápidas e rolamentos suaves em páginas de internet. Para utilizar o touchscreen, ao contrário do que estamos acostumados no Android e iPad, as barras pretas são essenciais, em um caso muito parecido com o que vimos no ASUS Vivobook.

Ao retirarmos o teclado destacável o Surface traz uma boa experiência de uso como tablet e cumpre todas as funções que esperaríamos de um Android ou iPad, embora a Windows Store não traga toda a diversidade de aplicativos disponíveis nessas duas plataformas. Por exemplo, ainda não há um app do Facebook, o que torna necessário o uso do navegador para essa função.

Um ponto que consideramos extremamente negativo é o teclado, que ao contrário do que estamos acostumados, não "afunda" ao digitarmos. Além disso, por ter dimensões de um netbook de 10 polegadas, as teclas não são suficientemente espaçadas, o que acaba causando muitos erros de digitação. O touchpad, embora pequeno, cumpre o seu papel com uma precisão acima da média.

Agora o ponto que todos queremos saber: vale a pena investir no tablet da Microsoft? Nos EUA ele custa US$ 499 (cerca de R$ 1000), concorrendo diretamente com o iPad de 4ª geração e sendo um pouco mais caro do que o Nexus 10 do Google, mas ainda não há previsões de qual será o seu preço no Brasil. Pela pouca quantidade de apps Metro e falta de compatibilidade com programas x86 (disponíveis no Surface Pro), ele terá que ser no mínimo significativamente mais barato que o iPad.

Caso contrário, seu preço será muito alto para se tornar competitivo, já que embora seja bastante fluido e responsivo, são os apps que fazem uma plataforma alavancar ou não. De qualquer forma, esta não deixa de ser uma boa opção para quem está cansado do duopólio de Androids e iPads e quer tentar algo novo.

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