Magazine Luiza pode levantar quase R$ 2 bilhões em oferta pública de ações

Por Redação | 12 de Setembro de 2017 às 13h00
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O Magazine Luiza anunciou nesta terça-feira (12) a aprovação de uma oferta pública de ações, que vai distribuir 24 milhões de cotas da companhia em etapas primária e secundária. Com o movimento, a varejista, que é uma das maiores do Brasil, deve levantar cerca de R$ 1,88 bilhão para investimentos em logística, tecnologia, abertura de novas lojas e melhorias nas já existentes.

A proposta aprovada pelo conselho de administração da companhia prevê a emissão de 17,6 milhões de ações ordinárias em oferta primária, com os acionistas atuais tendo prioridade na participação. Depois, outras 6,4 milhões de cotas serão negociadas em distribuição secundária, a partir do total detido por Luiza Helena Trajano, presidente da empresa; Onofre de Paula Trajano e outros executivos que integram o bloco controlador da companhia.

De acordo com a empresa, o preço de cada uma das ações da nova oferta será obtido após uma coleta de intenções por possíveis investidores, um processo que começa ainda hoje e vai até o dia 27 de setembro. Além disso, o Magazine Luiza afirma que poderá oferecer mais 3,6 milhões de cotas caso haja interesse o bastante para isso, com esse total também sendo obtido a partir dos acionistas que formam a diretoria da empresa.

As ações serão negociadas a partir do dia 29 de setembro, mas os interessados já podem demonstrar o interesse em participar da oferta de maneira prioritária a partir desta quinta-feira, 14 de setembro. A expectativa é de sucesso nessa empreitada, levando em conta que as ações do Magazine Luiza acumulam uma alta de 10,2% apenas neste mês.

Detalhando os investimentos que serão resultado da nova oferta de ações, o Magazine Luiza disse pretender melhorar sua malha logística, de forma a reduzir os custos e prazos de frete, além de desenvolver novas plataformas digitais e adquirir empresas que tenham tecnologias que melhorem a atuação online.

Além disso, a varejista fala em transformar lojas existentes em centros de distribuição e pontos de venda online, além de abrir novas unidades nas cidades brasileiras. Por fim, a ideia é utilizar parte do montante arrecadado para o pagamento de dívidas de curto prazo, melhorando a estrutura de capital da empresa.

Fonte: Magazine Luiza