CPqD quer utilizar o blockchain para dar mais segurança à identidade digital

Por Thaís Augusto | 01 de Abril de 2019 às 19h20

Um novo projeto do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) quer criar um ambiente mais seguro na internet para a identificação digital de pessoas e coisas a partir da tecnologia de blockchain.

O chamado BlockIoT começou em dezembro do ano passado e tem duração de 12 meses. Na primeira etapa do projeto serão desenvolvidos componentes tecnológicos e um conjunto de aplicações voltadas para a identidade digital (ID) de pessoas e coisas.

Já na segunda fase, com duração prevista em 24 meses, a ideia é desenvolver outros componentes tecnológicos e aplicações de ID descentralizada, rastreabilidade e processos seguros de autenticação.

"Um dos fatores básicos para aumentar a confiança no ecossistema IoT é a identificação digital segura, e isso vale para pessoas e coisas", explicou o gestor de soluções blockchain do CPqD, José Reynaldo Formigoni. "A internet foi criada sem a camada de identificação, o que gera vulnerabilidades nos diferentes sistemas de identidade e acesso usados atualmente. O blockchain viabiliza a criação dessa camada, por meio de um conceito totalmente disruptivo e seguro que é a identidade digital descentralizada, ou autossoberana", acrescentou.

O BlockIoT tem como base o conceito de Internet of Trusted Things, que dá mais segurança, privacidade e confiabilidade aos processos de autentificação, controle de identidade, rastreabilidade, e auditoria de transações realizadas no universo IoT.

Identidade em blockchain

É possível criar identidades virtuais com o blockchain. Eles funcionariam como avatares que guardsm todas as nossas informações da vida digital. A identidade em blockchain poderia registrar absolutamente todos os dados, desde suas transações financeiras até informações de saúde ou educação.

E o melhor: seria privado, seguro e você seria o real dono de suas informações, podendo usá-las da forma que desejar. Só que as aplicações do blockchain não param por aí. Conheça outras nesta matéria do Canaltech.

Segundo Formigoni, no momento, a equipe do CPqD está avaliando as várias plataformas de desenvolvimento disponíveis no mercado, que poderão ser utilizadas na solução blockchain do projeto. "Vamos escolher uma ou mais plataformas de código aberto para desenvolver a rede distribuída, o ledger (livro de registros) e os contratos inteligentes", afirmou.

Além disso, o CPqD também será responsável pelo desenvolvimento de componentes da camada de serviços da solução, como APIs, middleware de serviços e de suporte. E, ainda, pela criação de aplicações, principalmente de identidade digital de coisas e pessoas.

O BlockIoT foi criado com o apoio do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (FUNTTEL), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Informações e Comunicações.

O CPqD é um centro de pesquisa brasileiro focado na inovação em tecnologias da informação e comunicação. Ele atua na pesquisa, desenvolvimento e suporte de diversos setores, como o da administração pública e financeiro.

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