Apple pede extensão de prazo em processo de irmão de Pablo Escobar; ele diz não

Por Rafael Arbulu | 04 de Junho de 2020 às 09h34
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Caso você não tenha acompanhado, o colombiano Roberto Escobar, irmão do notório traficante internacional de drogas Pablo Escobar, moveu um processo contra a Apple no último mês alegando que, devido a uma falha de segurança no seu iPhone X, a sua vida acabou sendo colocada em risco, forçando-o a se esconder. Ele pede indenização de US$ 2,6 bilhões (R$ 13,05 bilhões). Sim, “bilhões”, com “b”.

Agora que você já tem o contexto, vem a notícia: a Apple “implorou”, nas palavras do próprio Escobar, por uma extensão do prazo de 30 dias de análise de uma notificação judicial para verificar as alegações feitas pelo seu acusador. Escobar, segundo informaram seus advogados, já negou o pedido, aproveitando para atacar a Apple.

Roberto Escobar, irmão de Pablo Escobar (Imagem: PRNewsFoto/Escobar Inc.)

“Todas as cortes judiciais dos EUA permitem somente 30 dias como tempo de resposta para um processo judicial, e passar disso resulta em derrota automática para o réu (uma vitória para nós)”, disse ao The Next Web o CEO da Escobar Inc., Olof Gustafsson. “Por que a maior e mais poderosa empresa do mundo, a Apple, precisaria de uma extensão de mais 30 dias? A não ser que eles simplesmente não saibam como responder a este processo”.

O problema todo começou entre 2018 e 2019: Escobar comprou um iPhone X, alega ele, sob influência do marketing da Apple de que o smartphone seria até então “impenetrável” em sua segurança. Entretanto, uma série de ligações bizarras via Facetime supostamente resultaram em uma carta contendo ameaças de morte endereçada a Escobar, que teve de se esconder em local seguro. Por causa disso, ele moveu um processo contra a Apple alegando “Quebra de Contrato”, “Causa negligente de estresse emocional” e “Representação Negligente”.

Vale citar que o processo relaciona-se a Roberto de Jesús Escobar Gaviria, a pessoa; não à Escobar Inc., empresa fundada por ele e que sobrevive de uma espécie de “turismo” relacionado à figura do irmão traficante, morto por autoridades colombianas e norte-americanas em dezembro de 1993.

(Imagem: Divulgação/Apple)

Apesar disso, a comunicação com a imprensa vem sendo conduzida pelo CEO da companhia, que se mantém confiante na vitória contra a Apple: “A maior empresa do mundo está abrindo as portas para o que é essencialmente uma negociação ao diretamente enviar um e-mail a Roberto Escobar e implorar por uma extensão de 30 dias. Algo que Roberto negou”, disse Gustaffson. “Agora, ela não tem outra escolha a não ser responder em 23 dias ou pagar US$ 2,6 bilhões a Roberto”. Vale citar que, na comunidade internacional, o processo de Escobar contra a Apple vem sendo enxergado como uma jogada de marketing do acusador.

A Apple, ao melhor jeito Apple de ser, não comentou a situação quando procurada pelo The Next Web.

Fonte: The Next Web

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