WhatsApp vai começar monetização junto a empresas neste ano

Por Redação | 13.02.2017 às 12:58 - atualizado em 13.02.2017 às 13:10

Para correr atrás das receitas que deixou de ganhar após extinguir a taxa anual de US$ 0,99 que mantinha para o uso da plataforma, o WhatsApp deve passar a explorar alternativas de monetização junto a empresas a partir deste ano, confirmou o co-fundador do aplicativo, Brian Acton, em entrevista a Exame.

De acordo com o executivo, os 1,2 bilhão de usuários do serviços não precisarão se preocupar com propagandas dentro do app, no entanto – isso porque a ideia não é ganhar dinheiro com anúncios no serviço, mas negociar o uso da plataforma como um canal de comunicação direto com clientes para empresas. O modelo de negócio já estava em testes desde o ano passado, mas deve ser ampliado em 2017.

"Em 2016, atualizamos nossos termos de serviços e de privacidade, algo que não fazíamos há anos, e isso preparou o caminho para o uso do WhatsApp por empresas", afirmou Acton à publicação. "Além disso, estudamos casos de uso comercial. Em 2017, vamos ampliar nossos esforços nesse campo. A ideia é aumentar nosso alcance nessa área".

A exploração desse modelo de negócio pode ser particularmente eficiente no Brasil, onde usuários locais tendem a usar o app de forma "criativa" para comunicação com companhias, segundo Acton.

O co-fundador do aplicativo não deu detalhes do que podemos esperar para o serviço, mas uma provável alternativa seria a aplicação dos já conhecidos chat bots inteligentes do Facebook Messenger no WhatApp, uma vez que ambas plataformas tem objetivos semelhantes e uma lógica parecida de comunicação.

Bloqueios "injustos"

Apesar da popularidade no país, o WhatsApp tem enfrentado diversos problemas com a Justica brasileira, o que rendeu ao app três bloqueios judiciais só nos útimos dois anos. Acton classificou como "injustos" os bloqueios do serviço no país, alegando que a empresa não tem como colaborar com os pedidos da Justiça brasileira por entrega de informações.

"Só guardamos um pequeno número de dados de mensagens enquanto estamos entregando aos destinatários. Tudo que você tem fica no seu smartphone", explicou o executivo.

O WhatsApp tem hoje mais de 100 milhões de usuários no Brasil, que é o maior mercado da América Latina para a companhia. Acton não esconde a importância do país para o serviço, afirmando que o feedback da comunidade brasileira é um dos fatores mais importantes da atuação por aqui. Ainda assim, o executivo não vê a abertura de uma sucursal brasileira do app tão cedo.

"Vamos avaliar isso conforme crescermos. Mas agora é mais fácil e prático gerenciar tudo aqui da Califórnia", disse.

Via: Exame.com